A disputa pelo Governo do Paraná chega a setembro com uma fotografia bastante definida no levantamento do Paraná Pesquisas divulgado nesta quinta-feira (3). No cenário estimulado, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Sergio Moro (PL) aparece com 45% das intenções de voto, seguido por Requião Filho (PDT), com 24%, e Sandro Alex (PSD), com 17,5%.
Na sequência aparecem Adriano Funileiro (PCO), com 0,9%; Tayná Miessa (UP), também com 0,9%; Doutor Alexandre Salomão (Mobiliza), com 0,5%; Luiz França (Missão), com 0,5%; e Samuel de Mattos (PSTU), com 0,4%.
Brancos, nulos ou eleitores que afirmam não escolher nenhum dos nomes somam 5,4%. Outros 4,9% não souberam ou não quiseram opinar.
A fotografia de setembro
O levantamento mostra uma diferença de 21 pontos percentuais entre Moro e Requião Filho. Entre Requião Filho e Sandro Alex, a diferença é de 6,5 pontos.
O resultado, porém, deve ser lido como uma fotografia do momento eleitoral, e não como previsão do resultado das urnas.
A pesquisa foi realizada entre 31 de agosto e 2 de setembro, com 1.280 eleitores em 56 municípios do Paraná, por meio de entrevistas presenciais. A margem de erro estimada é de 2,8 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número PR-03399/2026.
Na espontânea, a fotografia muda
Quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Moro também aparece à frente, mas com percentual menor: 24,2%.
Requião Filho é citado espontaneamente por 10,2%, enquanto Sandro Alex aparece com 6,3%.
Um dado chama atenção nesse cenário: 51,2% dos entrevistados não souberam ou não quiseram indicar um candidato. Outros 5,8% disseram que votariam em branco, nulo ou em nenhum nome.
O resultado evidencia a diferença entre a pesquisa estimulada e a espontânea: diante de uma lista de candidatos, os percentuais se distribuem de maneira muito diferente daquela observada quando o eleitor precisa citar espontaneamente um nome.
Rejeição também entra no jogo
A pesquisa mediu ainda a rejeição dos candidatos, permitindo ao entrevistado mencionar mais de um nome.
Requião Filho aparece com 36,6% de rejeição, seguido por Sergio Moro, com 24,8%, e Sandro Alex, com 10,9%.
Na sequência estão Tayná Miessa, com 5,5%; Adriano Funileiro, com 4,7%; Alexandre Salomão, com 4,1%; Luiz França, com 3,2%; e Samuel de Mattos, com 2,9%.
Segundo o levantamento, 6,4% afirmaram que poderiam votar em todos os candidatos apresentados, enquanto 14,5% não souberam ou não opinaram.
Pouca alteração em relação à pesquisa anterior
A comparação com o levantamento anterior do próprio Paraná Pesquisas mostra oscilações relativamente pequenas entre os três primeiros colocados.
Moro tinha 46,1% em agosto e aparece agora com 45%. Requião Filho passou de 23,4% para 24%, enquanto Sandro Alex foi de 16,5% para 17,5%.
As variações estão dentro da margem de erro de 2,8 pontos percentuais. Por isso, os números não permitem afirmar, isoladamente, que tenha ocorrido uma mudança estatisticamente significativa na posição dos três candidatos. O que a comparação registra é uma manutenção do quadro apresentado pelo instituto no levantamento anterior.
O que a pesquisa acrescenta ao debate
O levantamento traz duas fotografias importantes para a leitura da eleição paranaense.
Na pesquisa estimulada, Moro aparece com 45%, enquanto Requião Filho e Sandro Alex somam, juntos, 41,5%. Já na pesquisa espontânea, mais da metade dos entrevistados ainda não aponta nenhum nome.
Essa diferença mostra que, apesar de os candidatos já apresentarem percentuais definidos quando são apresentados ao eleitor, existe também uma parcela expressiva do eleitorado que ainda não manifesta espontaneamente uma escolha.
A pesquisa, portanto, registra um cenário eleitoral com percentuais consolidados entre os nomes mais conhecidos, mas também com um contingente significativo de eleitores que não declara espontaneamente sua preferência.
O Paraná chega a setembro, assim, com Moro à frente no levantamento do Paraná Pesquisas, Requião Filho e Sandro Alex na sequência e uma parcela relevante do eleitorado ainda sem uma escolha espontaneamente declarada.