
A pesquisa Quaest divulgada nesta sexta-feira coloca Ciro Gomes na dianteira da corrida pelo Governo do Ceará e acende a luz amarela no Palácio da Abolição. O ex-governador aparece com 45%, contra 34% de Elmano de Freitas – uma vantagem de 11 pontos que não pode ser tratada como mero detalhe estatístico.
Mais incômodo para o grupo governista: no segundo turno, Ciro também aparece na frente, com 49% contra 36%. Ou seja, o adversário não está apenas pontuando bem numa fotografia de primeiro turno; neste momento, também demonstra capacidade de atravessar uma eventual disputa direta com o governador.
O cenário fica ainda mais interessante quando se olha para a pesquisa espontânea. Ciro tem 24%, Elmano 19%, e nada menos que 53% dos eleitores ainda não apontam espontaneamente um candidato. Há, portanto, uma parcela enorme do eleitorado a ser disputada.
Mas o sinal político está dado: Ciro conseguiu transformar sua candidatura em uma ameaça concreta ao projeto de reeleição de Elmano. E isso acontece justamente quando o governador conta com o peso político do PT e com o apoio do presidente Lula no Ceará.
Para Ciro, a pesquisa é combustível. Para Elmano, é um aviso.
E há um detalhe que torna a disputa ainda mais saborosa: Ciro e Elmano não estão disputando apenas uma eleição estadual. Estão disputando o significado político do Ceará em 2026.
Se esse cenário persistir, a eleição cearense poderá se transformar em uma das batalhas mais importantes – e imprevisíveis – do Nordeste. Por enquanto, Ciro tem franca vantagem. Mas ainda há muito jogo pela frente.
A pesquisa foi realizada entre 31 de agosto e 3 de setembro, com 900 eleitores, margem de erro de três pontos e 95% de confiança, e está registrada no TSE sob o número CE-01149/2026.