7 de Setembro: há o que comemorar?
Hoje é Dia da Pátria. Uma data que nos convida a olhar para o Brasil não apenas com orgulho de sua história, mas também com responsabilidade diante do seu presente e, principalmente, do seu futuro.
Vivemos tempos sombrios. O país enfrenta dificuldades econômicas e sociais, conflitos políticos, intolerância, desinformação e uma crescente descrença nas instituições. Há motivos, portanto, para preocupação. Mas isso não significa que não tenhamos o que comemorar.
Temos, sim. E talvez a principal razão seja a própria democracia, que precisa ser preservada todos os dias. Democracia não é apenas votar de quatro em quatro anos. É respeitar as instituições, o contraditório, a imprensa, a Justiça e, sobretudo, a vontade popular expressa pelo voto.
E é dentro desse ambiente democrático que precisamos discutir que país queremos construir. Um Brasil mais liberal, que valorize a livre iniciativa, o empreendedorismo, a propriedade privada e a responsabilidade individual; que ofereça segurança jurídica para quem produz e condições para que cada cidadão possa construir seu próprio caminho. Um Estado eficiente, concentrado no que realmente lhe cabe e capaz de entregar serviços públicos de qualidade, sem sufocar a sociedade com excesso de burocracia e intervenção.
Queremos um país com mais e melhor educação, saúde, segurança, infraestrutura, emprego e oportunidades. Um país capaz de reduzir a pobreza e melhorar as condições de vida de sua gente. Um país em que as diferenças políticas não sejam motivo para transformar brasileiros em inimigos.
Por isso, celebrar a Pátria hoje é também ficar alerta. É participar, cobrar, fiscalizar, votar bem e não aceitar como normal aquilo que ameaça as instituições ou compromete o futuro do país.
Precisamos superar nossas dificuldades sem abrir mão das conquistas democráticas. Precisamos compreender que nenhum projeto de país pode estar acima das regras do jogo democrático e que nenhuma corrente política pode justificar a supressão de direitos.
Independência não é apenas uma página da história. É uma conquista que precisa ser renovada diariamente.
Que o 7 de Setembro seja, portanto, menos uma celebração de certezas e mais um convite à consciência. O Brasil é de todos nós e o seu futuro também.