
Os 40,5% registrados por Allyson Bezerra na nova pesquisa Seta colocam uma questão adicional sobre a disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte: matematicamente, quanto faltaria para que esse percentual representasse mais de 50% dos votos válidos?
A conta exige uma distinção importante. Para eleger um governador no primeiro turno, a legislação exige maioria absoluta dos votos válidos. Votos brancos e nulos não entram nesse cálculo.
Na pesquisa Seta, Allyson tem 40,5%. Cadu Xavier aparece com 22,5% e Álvaro Dias com 21,2%. Os demais candidatos somam 1,9%. Além disso, 6,9% dos entrevistados responderam ninguém, branco ou nulo, enquanto 7,1% não souberam ou não responderam.
Fazendo um exercício puramente matemático e retirando apenas os atuais 6,9% de branco, nulo ou nenhum, restariam 93,1% do universo pesquisado. Nesse universo, os 40,5% de Allyson equivaleriam a aproximadamente 43,5%.
Para superar 50% nesse mesmo exercício, Allyson precisaria alcançar pouco mais de 46,55% do total pesquisado. Comparados aos atuais 40,5%, seriam necessários cerca de 6,1 pontos percentuais adicionais.
Isso não significa, porém, que 46,6% seja uma espécie de “número mágico” para o primeiro turno. A pesquisa ainda registra 7,1% de indecisos, e não é possível saber como esses eleitores se distribuirão. Também podem ocorrer mudanças entre os eleitores que hoje declaram voto em algum candidato, branco ou nulo.
Portanto, os 6,1 pontos representam apenas a distância matemática dentro de uma simulação baseada na fotografia atual da Seta. Na urna, o percentual necessário dependerá da composição efetiva dos votos válidos. O dado objetivo, neste momento, é que Allyson está em 40,5% na pesquisa e, pelas proporções atuais do levantamento, ainda abaixo do patamar correspondente à maioria absoluta dos votos válidos.
A Seta ouviu 1.500 eleitores entre 21 e 24 de setembro. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com intervalo de confiança de 95%.