
A inflação brasileira voltou a preocupar. O IPCA de setembro, divulgado nesta sexta-feira (9) pelo IBGE, registrou alta de 0,82%, o maior resultado para o mês desde 2021. Em 12 meses, a inflação acumulada chegou a 4,58%, ultrapassando o teto de 4,5% estabelecido para a meta inflacionária.
O aumento foi puxado principalmente pela energia elétrica, que subiu expressivos 7,98%. Alimentação e bebidas avançaram 0,83%, enquanto os transportes registraram alta de 0,89%. Todos os nove grupos pesquisados apresentaram elevação de preços.
A carestia dos alimentos, aliás, continua sendo uma das maiores reclamações dos brasileiros, de Norte a Sul do país. Nos supermercados, nas feiras livres e nos pequenos comércios, o consumidor sente diariamente o peso dos preços sobre o orçamento doméstico. Uma realidade que os índices oficiais nem sempre conseguem traduzir na dimensão percebida pelas famílias.
O resultado acende um sinal de alerta para a economia e, sobretudo, para o orçamento familiar. A inflação pode ser medida em percentuais, mas é no bolso e na mesa do brasileiro que seus efeitos são mais sentidos.