A nova pesquisa Real Time Big Data, divulgada nesta quinta-feira, acrescenta um elemento importante ao tabuleiro eleitoral do Rio Grande do Norte: Allyson Bezerra permanece na liderança, enquanto Cadu de Lula aparece na segunda colocação, à frente de Álvaro Dias. Mais do que uma fotografia isolada, o levantamento ajuda a mostrar como está distribuída, neste momento, a disputa entre os três principais candidatos ao Governo do Estado.
Registrada sob o número RN-08492/2026, a pesquisa ouviu 1.600 eleitores entre os dias 5 e 9 de setembro. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
No cenário estimulado, Allyson aparece com 30%, Cadu de Lula com 25% e Álvaro Dias com 23%. Rodrigo de Bolsonaro tem 3%, Professor Roberto Paulino 1%, enquanto os demais candidatos somam 2%. Brancos e nulos representam 7% e outros 9% não sabem ou não responderam.
Politicamente, dois movimentos merecem atenção. O primeiro é a permanência de Allyson na primeira posição numérica, situação registrada também em diferentes pesquisas divulgadas nas últimas semanas. O segundo está justamente atrás dele: Cadu aparece agora dois pontos à frente de Álvaro no Real Time Big Data.
A posição de Cadu merece ser observada porque levantamentos recentes apresentaram diferentes ordenamentos entre os dois candidatos. Na pesquisa Media/O Potengi divulgada no início de setembro, por exemplo, Allyson tinha 28,3%, Álvaro 27,1% e Cadu 17,2%. Na Exatus, divulgada poucos dias depois, Allyson registrava 37,42%, Álvaro 20,56% e Cadu 17,96%. Já a Quaest de agosto havia apresentado outra configuração, com Allyson em 25%, Cadu em 21% e Álvaro em 19%.
Como se trata de institutos, amostras, metodologias e períodos de campo diferentes, esses números não constituem uma série histórica direta e não permitem afirmar, isoladamente, que determinado candidato cresceu ou caiu de uma pesquisa para outra. O que eles mostram é que a segunda posição tem alternado entre Cadu e Álvaro conforme o levantamento, enquanto Allyson aparece numericamente na primeira colocação nas pesquisas aqui mencionadas.
A espontânea do Real Time Big Data também oferece uma informação relevante. Sem a apresentação dos nomes dos candidatos, Allyson registra 16%, enquanto Cadu e Álvaro aparecem empatados com 13% cada. Ao mesmo tempo, 43% não sabem ou não respondem e 12% indicam voto branco ou nulo.
É um dado que ajuda a dimensionar o estágio da eleição: apesar da concentração da disputa estimulada em três nomes, uma parcela expressiva do eleitorado ainda não manifesta espontaneamente uma escolha.
Os cenários de segundo turno acrescentam outra camada à leitura política. Allyson marca 44% contra 33% de Álvaro. Diante de Cadu, aparece com 50% contra 32%. Já no confronto entre Cadu e Álvaro, há empate numérico: 40% a 40%.
A rejeição também entra nessa equação. Álvaro Dias registra 40%, Cadu de Lula 37% e Allyson 31%. Rodrigo de Bolsonaro também aparece com 40%, enquanto Professor Roberto Paulino tem 26%.
A fotografia do Real Time Big Data é, portanto, de uma eleição concentrada em três candidaturas, mas ainda com espaços importantes de indefinição. Allyson mantém a primeira colocação numérica; Cadu ocupa o segundo lugar neste levantamento; e Álvaro aparece dois pontos atrás dele. Considerada a margem de erro de dois pontos percentuais, diferenças pequenas devem ser interpretadas com cautela.
A movimentação mais relevante desta rodada está justamente na disputa pelas posições seguintes à liderança. Cadu aparece numericamente à frente de Álvaro, enquanto o confronto direto entre os dois termina em 40% a 40%. É um retrato que mantém os três principais nomes no centro da corrida e mostra que a configuração dessa disputa ainda pode mudar ao longo da campanha.