A seleção francesa entrou em campo com tanto salto alto que parecia estar desfilando em Paris, não disputando uma Copa do Mundo. Alguns jogadores pareciam mais preocupados em mostrar que eram estrelas do que em lembrar que do outro lado havia adversários dispostos a jogar futebol.

Subestimaram os rivais, exageraram na confiança e descobriram, da forma mais dolorosa, uma velha lição do esporte: jogo não se ganha no currículo, nem no valor de mercado, nem no número de seguidores nas redes sociais.
A Espanha fez o que toda equipe disciplinada faz diante da arrogância alheia: jogou bola. E quando a bola rolou, o favoritismo francês ficou perdido em algum lugar entre a soberba e a falta de humildade.
No fim, a França voltou para casa mais cedo. E talvez leve na bagagem a maior lembrança desta Copa: em futebol, talento ajuda muito, mas respeito pelo adversário continua sendo indispensável.
Como diria um humorista de arquibancada: “A França entrou achando que era a dona da festa. Saiu descobrindo que nem todo convite garante lugar na final.”