
A liberdade de opinião é um dos direitos mais preciosos de uma sociedade democrática. Não é concessão de governos, de grupos políticos, de instituições ou de quem quer que seja. É um direito fundamental, que precisa ser respeitado, sobretudo quando aquilo que se diz contraria interesses, incomoda ou desafia pensamentos estabelecidos.
O patrulhamento de opiniões é uma prática preocupante. Discordar é legítimo. Contestar argumentos também. O que não se pode admitir é a tentativa de constranger, intimidar ou desqualificar alguém simplesmente porque pensa diferente. A democracia exige pluralidade de ideias, não unanimidade de pensamento.
Quem exerce o direito de opinar não tem obrigação de agradar, de buscar aprovação ou de ajustar suas convicções às conveniências dos outros. Tem, naturalmente, o dever de respeitar os fatos, a lei e a dignidade das pessoas. Mas não pode ser submetido a qualquer espécie de tutela ideológica.
A liberdade de expressão não existe apenas para proteger opiniões consensuais. Sua verdadeira importância está justamente em assegurar o direito de manifestar aquilo que desagrada, contraria e provoca o debate.
A crítica se responde com argumentos. A divergência se enfrenta com ideias. Nunca com intimidação ou tentativas de silenciamento.
Afinal, uma sociedade verdadeiramente livre não é aquela em que todos pensam da mesma maneira, mas aquela em que ninguém precisa ter medo de dizer o que pensa.