FOCO.
Estreia hoje no blog o FOCO, um espaço para quem prefere informação direta, comentário objetivo e poucas palavras. Política, economia e os principais assuntos do dia destacando aquilo que realmente merece atenção. Porque, em meio a tanto ruído, às vezes poucas linhas dizem tudo.

◦ Faltam dez dias para o primeiro turno. A campanha entra na reta decisiva, o debate se intensifica e cada movimento pode pesar na escolha do eleitor.
◦ A nova pesquisa AtlasIntel/Bloomberg, divulgada nesta quarta-feira, mostra 53% de desaprovação ao desempenho de Lula, contra 45,4% de aprovação. Outros 1,6% não souberam ou não responderam. A margem de erro é de 1 ponto percentual. Registro TSE: BR-04739/2026.
◦ No fim, a decisão está entre os que querem mudança e os que preferem a continuidade. Simples assim.
◦ Sem a participação de Lula e Flávio, a Record decidiu cancelar o debate presidencial do primeiro turno, previsto para este domingo, 27, às 21h.
◦ Aliados tentam convencer Lula a participar do debate da Globo, marcado para 1º de outubro, mas o presidente ainda resiste à ideia. A hesitação ganha peso na reta final da campanha. Lula já não participou do debate da Band e nem vai ao da Record.
◦ Debate é uma oportunidade para o eleitor comparar propostas, confrontar argumentos e observar os candidatos sob o contraditório. Na reta final, cada ausência também passa a integrar o debate político e cabe ao eleitor atribuir a ela o peso que considerar adequado.
◦ A disputa pelo Senado em São Paulo tem uma peculiaridade que merece atenção. Marina Silva construiu sua trajetória política no Acre; Simone Tebet, em Mato Grosso do Sul. Agora, ambas disputam o direito de representar os paulistas no Senado.
◦ Em campanha apertada, uma frase pode custar caro. A declaração de Raquel Lyra sobre fazer uma laqueadura “sem ela saber”, pela qual a governadora posteriormente pediu desculpas, ganhou enorme repercussão na reta final. A Quaest divulgada ontem mostrou Raquel com 41% e João com 39%, reduzindo de seis para dois pontos a diferença entre eles e configurando empate técnico.
◦ Cresce nas hostes de Flávio Bolsonaro a pressão pelo chamado voto útil. O alvo são os eleitores de Caiado, Zema, Cury e Renan Santos, estimulados a abandonar suas candidaturas já no primeiro turno e concentrar o voto no candidato do PL.
◦ Foi no governo Temer que as apostas esportivas de quota fixa foram legalizadas no Brasil. A Lei nº 13.756, de 12 de dezembro de 2018, criou essa modalidade lotérica e abriu juridicamente o mercado brasileiro às apostas esportivas.
◦ Mas foi no atual governo Lula que o setor ganhou sua regulamentação ampla: a Lei 14.790/2023 disciplinou o mercado, alcançou os jogos on-line e foi seguida pelas regras de autorização, fiscalização e funcionamento editadas pelo Ministério da Fazenda.
◦ Depois de seu governo regulamentar amplamente as bets, Lula agora defende acabar com elas. A mudança de discurso ocorre em plena campanha eleitoral, justamente quando o tema entrou na propaganda. As urnas se aproximaram, o discurso mudou.
◦ O quadro fiscal do RN é preocupante: o orçamento de 2027 prevê déficit de R$ 1,19 bilhão, com quase 70% das despesas comprometidas com pessoal e encargos. O desequilíbrio das contas públicas reduz o espaço para investimentos e amplia o desafio fiscal do Estado.
FOCO. O fato. Sem excesso