Ronaldo Caiado quer criar a SulPol, uma força policial formada por países sul-americanos para combater narcotráfico, tráfico de armas, lavagem de dinheiro e crime organizado transnacional. A proposta foi apresentada pelo candidato durante a sabatina do Jornal Nacional.
Caiado comparou inicialmente a ideia à Europol, agência de cooperação policial da União Europeia. O problema é que a Europol não tem poder para prender. Seus agentes apoiam e coordenam operações, mas as prisões são realizadas pelas autoridades nacionais.
Ao ser corrigido durante a entrevista, Caiado não recuou. Disse que, se eleito, vai propor aos países vizinhos uma estrutura que tenha justamente esse poder de prisão.
A proposta é ousada – e levanta uma questão nada pequena: até onde uma polícia estrangeira poderia entrar em território brasileiro e exercer poder de polícia? Entre combater o crime organizado e criar uma estrutura policial supranacional, há questões jurídicas e institucionais que precisam ser muito bem definidas.
Mas, enfim, surge uma ideia diferente para enfrentar uma questão gravíssima: o uso do território nacional como rota e base para as transações do tráfico de drogas.