
O comércio de Natal atravessa um período de retração nas vendas, com reflexos em diferentes segmentos da atividade econômica. Relatos de comerciantes apontam perdas expressivas no faturamento, que em alguns estabelecimentos chegariam a 35%. A percepção de menor circulação de consumidores nas lojas e até de redução no movimento de veículos pelas ruas da cidade reforça a preocupação com o ritmo da economia local.
Os números oficiais confirmam a desaceleração. Segundo o IBGE, o comércio varejista do Rio Grande do Norte acumula seis meses consecutivos de queda nas vendas, com retração de 4,4% em agosto, na comparação com o mesmo mês do ano passado. O cenário preocupa o setor empresarial, especialmente diante da proximidade do período de maior movimento comercial do ano.
Entre comerciantes e representantes do setor, cresce a percepção de que a campanha eleitoral também esteja contribuindo para o desaquecimento da atividade econômica. A disputa política, que concentra as atenções da população, pode estar influenciando o comportamento dos consumidores. Entretanto, juros elevados, endividamento das famílias e restrições ao crédito são fatores que já pressionavam o comércio antes mesmo das eleições.
A expectativa agora é saber se, encerrado o processo eleitoral no próximo domingo (25), o comércio recuperará parte do movimento perdido. A proximidade da Black Friday e das vendas de Natal representa uma oportunidade de reação para um setor que precisa voltar a vender, gerar empregos e movimentar a economia da capital.