A tentativa de assassinato contra o vereador Cabo Deyvison, em Mossoró, reacende um sentimento que já faz parte da rotina de milhões de brasileiros: a insegurança. Mais do que um caso isolado, episódios como esse revelam uma realidade preocupante, marcada pelo avanço da criminalidade, pela sensação de vulnerabilidade e pelo medo que se espalha entre cidadãos de todas as classes sociais.
Nos últimos anos, a violência tem se tornado um dos maiores desafios enfrentados pelo país. Crimes cada vez mais ousados, organizações criminosas mais estruturadas e a crescente circulação de armas ilegais e drogas contribuem para um cenário que afeta diretamente a qualidade de vida da população. O resultado é uma sociedade que convive diariamente com a incerteza e que, muitas vezes, se sente desamparada diante da ação dos criminosos.
A insegurança não atinge apenas as grandes capitais. Cidades do interior, que antes eram vistas como locais mais tranquilos, também passaram a registrar ocorrências graves, demonstrando que o problema se espalhou por todo o território nacional. Quando representantes públicos, profissionais de segurança ou cidadãos comuns se tornam alvos da violência, fica evidente que ninguém está completamente protegido.
Diante dessa realidade, é fundamental compreender que o combate à criminalidade não pode ser tratado como uma pauta de governo, mas como uma causa nacional. É necessário unir esforços entre União, estados e municípios, fortalecendo as forças de segurança, investindo em inteligência, tecnologia, investigação e integração entre os órgãos responsáveis. Ao mesmo tempo, é preciso ampliar políticas sociais, educacionais e de geração de oportunidades, atacando também as causas que alimentam a violência.
O Brasil não pode aceitar a criminalidade como algo normal. A sociedade tem o direito de viver sem medo, de circular livremente pelas ruas e de confiar que as instituições estão preparadas para garantir sua proteção. A violência não distingue ideologias, partidos ou posições sociais. Ela ameaça a todos e, por isso, exige uma resposta firme, coordenada e permanente.
Casos como o ocorrido em Mossoró servem como alerta. Mais do que lamentar os fatos, é preciso transformar a indignação em ação. O enfrentamento da violência deve ser uma prioridade absoluta, capaz de mobilizar governos, instituições e cidadãos em torno de um objetivo comum: devolver à população brasileira o direito fundamental à segurança e à paz.
Combater a criminalidade é dever do Estado, transferir essa responsabilidade à sociedade é condená-la à barbárie.