Em encontro com Lula, Haddad fecha chapa com Márcio França na vice e Marina e Simone ao Senado
Está definida a composição da chapa que será liderada por Fernando Haddad na disputa pelo Governo de São Paulo. O ex-ministro e ex-prefeito da capital paulista terá como candidato a vice-governador Márcio França, do PSB, enquanto as duas vagas ao Senado serão disputadas por Marina Silva e Simone Tebet.
A definição da chapa reúne importantes lideranças do campo político que dá sustentação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva e projeta para São Paulo uma das disputas mais relevantes do próximo processo eleitoral.
Além do peso político dos nomes escolhidos, chama atenção o fato de que tanto Marina Silva quanto Simone Tebet construíram suas trajetórias eleitorais em outros estados da Federação. Marina foi eleita e consolidou sua carreira política no Acre, enquanto Simone Tebet foi eleita e exerceu seus mandatos representando o Mato Grosso do Sul. Marina já havia transferido seu domicílio eleitoral na eleição passada quando disputou mandato eletivo. Já Simone, precisou transferir seu domicilio eleitoral agora para poder disputar o Senado por São Paulo
A decisão é permitida pela legislação eleitoral brasileira, mas reacende uma discussão recorrente sobre representatividade política. O Senado Federal foi concebido para representar os estados da Federação, o que leva parte da opinião pública a questionar se candidatos cuja trajetória política foi construída em outras unidades federativas possuem os vínculos necessários para representar os interesses específicos dos paulistas.
Por outro lado, aliados da chapa defendem que Marina Silva e Simone Tebet possuem projeção nacional, experiência administrativa e atuação parlamentar reconhecida, credenciais que as habilitam a representar qualquer estado brasileiro, desde que observados os requisitos legais para a candidatura.
Com Haddad ao governo, Márcio França na vice-governadoria e Marina Silva e Simone Tebet na disputa pelo Senado, São Paulo passa a concentrar um grupo de lideranças de expressão nacional, tornando a eleição paulista um dos principais centros do debate político brasileiro.