As notinhas do blog do Jener neste sábado.
“EM POLÍTICA, A COMUNHÃO DE ÓDIOS É QUASE SEMPRE A BASE DAS AMIZADES.” CHARLES TOCQUEVILLE
Datafolha – Intenção de votos para Presidente
A mais recente pesquisa Datafolha, divulgada pela Folha de S.Paulo nesta sexta-feira (24), aponta um cenário de estabilidade na disputa pela Presidência da República. No levantamento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mantém a liderança nas simulações de primeiro turno, enquanto as projeções para o segundo turno indicam uma disputa ainda acirrada.

Na simulação de segundo turno, Lula aparece com 48% das intenções de voto, contra 43% do senador Flávio Bolsonaro (PL), diferença que se mantém dentro da margem observada em pesquisas anteriores, evidenciando a consolidação da polarização política que marca o processo eleitoral de 2026.
Os números reforçam que a corrida presidencial segue aberta e deverá ser influenciada pelos acontecimentos dos próximos meses, especialmente com o início da campanha eleitoral e a intensificação do debate público entre os principais candidatos.
Datafolha – Avaliação do Governo Federal
A mais recente pesquisa Datafolha, divulgada pela Folha de S.Paulo, revela um cenário de estabilidade para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas longe de representar conforto político. Segundo o levantamento, 32% dos brasileiros avaliam a administração federal como ótima ou boa, 28% a consideram regular e 38% a classificam como ruim ou péssima. Outros 2% não souberam ou preferiram não responder.

Os números, à primeira vista, sugerem um quadro de equilíbrio. Uma análise mais cuidadosa, entretanto, mostra um país dividido em três grandes grupos: um terço que apoia firmemente o governo, outro terço que mantém forte resistência ao presidente e um contingente significativo de eleitores que, embora não aprove integralmente a gestão, também não aderiu ao discurso oposicionista.
É justamente nesse eleitorado que reside a principal disputa da eleição presidencial. Historicamente, o voto brasileiro tem demonstrado uma relação direta entre percepção econômica e comportamento eleitoral. O eleitor tende a ser menos ideológico e mais pragmático: avalia o custo de vida, a capacidade de consumo, a segurança e a expectativa em relação ao futuro. O índice de 28% que classifica o governo como regular representa, portanto, muito mais do que um dado estatístico; trata-se do maior espaço disponível para crescimento ou retração de qualquer candidatura associada ao Palácio do Planalto.
Outro aspecto relevante é a estabilidade da série histórica. Desde março, o governo vem oscilando dentro da margem de erro, mantendo a avaliação negativa entre 38% e 40% e a positiva entre 30% e 32%. Isso demonstra que o presidente conseguiu interromper o processo de desgaste observado ao longo de 2025, mas ainda não encontrou uma narrativa capaz de ampliar sua base de apoio. Em outras palavras: o governo deixou de cair, mas ainda não voltou a crescer.
Há ainda um componente político importante. Governos costumam chegar ao período eleitoral buscando ampliar sua aprovação para além dos 40%, patamar considerado mais seguro para uma campanha de reeleição ou continuidade. Permanecer próximo dos 30% significa entrar na disputa dependendo de fatores externos, como o desempenho dos adversários, o ambiente econômico e os acontecimentos da campanha.
Por fim, a pesquisa deixa uma mensagem clara: Lula continua sendo um ator político altamente competitivo, mas já não desfruta da ampla margem de segurança que caracterizou momentos anteriores de sua trajetória. O Datafolha não aponta um governo em crise, tampouco um governo confortável. Aponta, isso sim, um governo em disputa.
E, em ano eleitoral, talvez não exista diagnóstico mais preciso do que esse.
A corrida continua aberta
A nova pesquisa Datafolha, publicada pela Folha de S.Paulo, reafirma uma constatação que acompanha a política brasileira há pelo menos uma década: a polarização permanece sendo o principal motor das disputas nacionais. Luiz Inácio Lula da Silva segue liderando as intenções de voto no primeiro turno, enquanto Flávio Bolsonaro consolida-se como o principal nome do campo conservador para a sucessão presidencial.
O que chama a atenção não é apenas a distância entre os dois candidatos, mas a incapacidade dos demais postulantes de romperem a barreira dos dígitos simples. Ronaldo Caiado, Romeu Zema e outros nomes aparecem muito distantes, sugerindo que a eleição de 2026 poderá repetir, em nova roupagem, o embate que marcou o país desde 2018: lulismo versus bolsonarismo.
No segundo turno, a vantagem do presidente é menor e revela um dado importante: apesar de ocupar o Palácio do Planalto, Lula não conseguiu ampliar significativamente sua base eleitoral. Por outro lado, Flávio Bolsonaro demonstra ter herdado parcela relevante do capital político do pai, suficiente para manter a disputa em aberto a pouco mais de dois meses da eleição.
Pesquisas são fotografias do momento, não certidões de vitória. Ainda assim, elas ajudam a compreender o humor do eleitor. E o retrato atual mostra um país dividido, com dois polos consolidados e pouco espaço para alternativas. Em um ambiente como esse, os fatos da campanha, os debates e a economia poderão valer mais do que qualquer número divulgado até aqui.
Rápida análise do quadro político.
Em qualquer democracia, governar e vencer eleições são exercícios distintos. Um governo pode entregar resultados e, ainda assim, enfrentar dificuldades para converter desempenho administrativo em entusiasmo eleitoral. É exatamente esse o desafio que Lula enfrenta em seu terceiro mandato.
A economia, tradicionalmente, será a variável decisiva. Se inflação, emprego e renda apresentarem sinais positivos nas próximas semanas, o presidente terá argumentos para sustentar o discurso da continuidade. Caso contrário, a oposição encontrará terreno fértil para reforçar a narrativa do desgaste.
Há outro elemento que merece atenção: a avaliação negativa do atual governo permanece elevada para os padrões históricos do Datafolha. Isso ajuda a explicar por que a disputa presidencial continua competitiva, apesar da liderança do presidente nas pesquisas.
A política ensina, repetidamente, que eleições são decididas menos pela paixão dos apoiadores e mais pela percepção dos indecisos. E é justamente esse eleitor, distante das militâncias e atento ao cotidiano, que deverá definir quem ocupará o Palácio do Planalto a partir de janeiro de 2027.
O que Brasília leu nas entrelinhas do Datafolha.
Em Brasília, pesquisas eleitorais são lidas em duas etapas. Primeiro, pelos números. Depois, pelas entrelinhas. E foi justamente nessa segunda leitura que o mais recente levantamento Datafolha despertou maior interesse entre o governo, a oposição e os partidos do Centrão.

No Palácio do Planalto, a liderança de Luiz Inácio Lula da Silva foi recebida como a confirmação de que a estratégia adotada nos últimos meses produziu resultados suficientes para manter o presidente na dianteira. Ainda assim, não houve espaço para comemorações. Auxiliares do governo reconhecem, reservadamente, que uma vantagem numérica não elimina um fato incômodo: a disputa permanece competitiva.
Na oposição, o ambiente foi de relativo otimismo. A consolidação de Flávio Bolsonaro como principal representante do campo conservador foi interpretada como um sinal de que o eleitorado bolsonarista continua mobilizado. A avaliação é que existe espaço para crescimento durante a campanha, sobretudo se temas como economia, segurança pública e custo de vida ganharem centralidade no debate eleitoral.
Mas é no chamado Centrão que a pesquisa costuma produzir seus efeitos mais imediatos. Em Brasília, partidos raramente se movem por afinidade ideológica; movem-se pela percepção de viabilidade eleitoral. E os números do Datafolha passaram a alimentar uma pergunta recorrente nos gabinetes: quem chegará mais forte à reta final?
Deputados e senadores ligados a essas legendas sabem que alianças nacionais influenciam a composição dos palanques estaduais, a distribuição de recursos e a formação de futuras maiorias no Congresso. Por isso, cada ponto percentual divulgado pelas pesquisas é acompanhado com atenção quase milimétrica.
Há, ainda, um componente que Brasília aprendeu a respeitar: o tempo político. Uma candidatura que parece consolidada em julho pode enfrentar turbulências em agosto. Um adversário aparentemente limitado pode encontrar uma narrativa capaz de alterar o ambiente da disputa em poucas semanas.
Nos bastidores, ninguém ignora que o Datafolha oferece uma fotografia importante do momento. Mas, na capital federal, existe uma convicção compartilhada entre governistas, oposicionistas e dirigentes partidários: eleições não são vencidas quando a pesquisa é publicada, mas quando o último voto é depositado na urna.
Até lá, Brasília continuará fazendo aquilo que mais sabe fazer: interpretar sinais, recalcular estratégias e manter abertas todas as portas possíveis.
PT confirma Rafael Motta ao Senado e expõe divisão interna.
O Diretório Estadual do PT confirmou, nesta sexta-feira, o nome de Rafael Motta para compor a chapa majoritária ao Senado ao lado de Samanda Alves nas eleições de 2026. A decisão, aprovada por margem apertada durante o encontro que definiu a tática eleitoral da legenda, expôs as divergências internas do partido, mas consolidou a estratégia de ampliar o campo de alianças.
A escolha de Rafael Motta encerra, ao menos por ora, a disputa travada entre setores do PT que defendiam uma candidatura mais alinhada ao campo ideológico da esquerda. Politicamente, a decisão também preserva a possibilidade de manutenção de um palanque mais amplo para a candidatura governista, evitando o risco de afastamento de um aliado considerado competitivo no cenário estadual.
Com a definição, o PT busca virar a página do debate interno e concentrar esforços na construção da chapa liderada por Cadu Xavier, em uma eleição que promete ser uma das mais disputadas dos últimos anos no Rio Grande do Norte.
Pílulas
- O Brasil registrou 40.775 mortes violentas intencionais em 2025, segundo dados do 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública. Apesar de representar uma redução de 8,2% em relação ao ano anterior, o número evidencia que a violência continua sendo um dos principais desafios nacionais.
- Entre 2012 e 2025, o Brasil registrou 737.883 assassinatos, segundo o 20º Anuário Brasileiro de Segurança Pública. O número impressiona: em pouco mais de uma década, o país perdeu para a violência um contingente humano praticamente equivalente à população inteira de Natal, que possui cerca de 751 mil habitantes, segundo o último censo 2022 do IBGE.
- O mercado financeiro encerrou esta sexta-feira (24) em compasso de cautela. O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, fechou praticamente estável, aos 174,0 mil pontos, enquanto o dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 5,08. Já o euro fechou a sessão em R$ 5,80.
- Brasileirão – Série A, jogos deste sábado: Athletico-PR x Internacional, Santos x Chapecoense, Vasco da Gama x Mirassol.
Aniversariantes
Parabéns aos aniversariantes deste sábado, 25 de julho: Fernando Fernandes, Sanzia Cavalcanti, Guilherme Saldanha, Romyna Salustino, Ronaldo Azevedo, Danielle Mafra, Edwin Aldrin, Erika Ramalho, Rui Alberto de Faria Filho, Ledson França, Márcia Gondim, Paulo Roberto Lopes, Mídia Leite Pinto.
Manchetes
Folha de S.Paulo – Lula tem 48%, e Flávio, 43% no segundo turno, aponta Datafolha
O Globo – Após desgastes para Flávio, vantagem de Lula fica estável, aponta Datafolha
O Estado de S. Paulo – A 72 dias da eleição, governo reduz bloqueio e libera R$ 5,7 bi