…que Cadu Xavier comandou a área econômica do Governo por mais de sete anos. Conhece a arrecadação, as despesas e os atrasos. E, quando tenta dourar os números na propaganda, a rua pergunta: “E aí, Cadu, essa conta fecha?” Porque campanha aceita conversa. Caixa vazio, não.
… que na propaganda, todo candidato tem solução para o RN. Mas quem ganhar o Governo não vai receber só a chave do gabinete. Vai receber também a conta, os atrasos e os problemas fiscais do Estado. E a rua já avisa: prometer até outubro é fácil. Difícil será pagar a conta a partir de janeiro.
… que Caiado e Renan aumentaram o tom dos ataques a Lula e Flávio Bolsonaro. Curioso é que os dois atacados estão acima dos 30% nas pesquisas, enquanto os atacantes aparecem abaixo dos 5%. Será que, na luta pelo poder, atacar quem está na frente virou mais importante do que dizer ao país o que se pretende fazer por ele?
… que, quando a crise envolve integrantes do próprio STF, é o próprio Supremo que decide o que pode ser investigado e o que vale no processo. E a pergunta que fica é simples, mas incômoda: quem fiscaliza quem fiscaliza todo mundo?
… que a sessão de terça-feira no Supremo promete parar Brasília. Mas, fora dos gabinetes, o brasileiro quer saber uma coisa muito mais objetiva: vai aparecer tudo ou alguma coisa vai acabar debaixo do tapete? Porque crise institucional se resolve com transparência, não com cortina. Nem com pizza.
.. que Lula bateu tanto nos sigilos dos outros, mas no seu governo também há informação trancada a sete chaves. E a rua quer saber: o que danado tem aí que o brasileiro não pode ver? Porque governo que cobra transparência dos outros tem obrigação de começar pela própria casa.
… que quer saber quem mais mente nesta campanha. E não precisa escolher no grito nem pela preferência política: basta colocar as declarações dos candidatos na mesa, confrontá-las com dados oficiais e contabilizar o que as agências de checagem classificarem como falso. No final, a pergunta é simples: quem levará o nada honroso troféu de maior mentiroso da eleição?
… que promessa não falta nesta campanha. Todo candidato tem solução para saúde, segurança, emprego, educação e impostos. Mas a rua quer menos discurso e mais conta: o que vai fazer, como vai fazer, quanto vai custar e de onde sairá o dinheiro. Porque prometer é fácil. Difícil é mostrar como a promessa cabe no orçamento.
… que o RN fechou 2025 com um buraco de aproximadamente R$ 3 bilhões no caixa livre, enquanto o próprio orçamento de 2026 já prevê outro déficit de R$ 1,54 bilhão. E a rua quer saber dos candidatos: quem vai fechar esse rombo, como e com que dinheiro? Porque promessa não paga dívida – dinheiro paga.
… que o povo quer saber se o Governo do RN já repassou ao Banco do Brasil o dinheiro dos consignados descontado dos salários dos servidores. A cobrança é estimada em R$ 377 milhões. Se já pagou, que mostre. Se ainda não pagou, que explique. Porque o dinheiro saiu do bolso do servidor, e ele tem o direito de saber onde foi parar.
… que o povo também quer saber se o Governo do RN já repassou aos municípios os recursos cobrados pela Femurn: R$ 134,1 milhões de ICMS, R$ 119,3 milhões do Fundeb e R$ 6,7 milhões de royalties — cerca de R$ 260 milhões. Se já repassou, que mostre. Se ainda não, que explique. Porque esse dinheiro não é do Governo. É dos municípios.