“OS MEUS LIVROS, AS MINHAS MÚSICAS, OS DISCOS E ARTISTAS QUE PRODUZI, OS PROGRAMAS DE TELEVISÃO… ELES PODEM SER CHAMADOS DE TUDO, MENOS DE CONSERVADORES. MINHA VIDA PESSOAL, QUE É PÚBLICA, TAMBÉM NÃO TEM NADA DE CONSERVADORA, MUITO PELO CONTRÁRIO (RISOS). JÁ ESCREVI MIL VEZES, MAS ELES NÃO ACEITAM OU NÃO ENTENDEM: SOU UM LIBERAL RADICAL E INDEPENDENTE. E ISSO É INTOLERÁVEL PARA AS MANADAS, QUALQUER MANADA.” NELSON MOTTA
Lula fez. Lula desfez.

O governo Lula decidiu proibir as bets no Brasil. A medida pode até encontrar argumentos sociais para ser defendida. O problema é explicar a enorme contradição criada pelo próprio governo.
Foi na atual gestão que o mercado de apostas ganhou regulamentação, regras, fiscalização e um sistema federal de autorizações. Para operar legalmente, as empresas tiveram de pagar R$ 30 milhões por uma outorga válida por cinco anos.
O governo regulamentou, autorizou, cobrou milhões das empresas e estruturou todo um mercado sob suas próprias regras. Agora, antes mesmo de terminar o prazo das autorizações que concedeu, resolve proibir a atividade.
É uma mudança radical de política pública que inevitavelmente levanta uma pergunta: se as bets representavam um problema tão grave a ponto de justificar sua proibição, por que o próprio governo criou as condições para sua expansão regulada e vendeu autorizações de cinco anos?
Combater os efeitos nocivos das apostas, restringir publicidade e proteger consumidores é uma discussão legítima. Mas também é legítimo cobrar coerência e segurança jurídica de quem governa.

Em pouco tempo, o governo passou de regulador e arrecadador a responsável pela proibição do mesmo mercado que autorizou.
Lula fez. Lula desfez. E a conta dessa mudança ainda precisará ser explicada.
A conta de Haddad chegou às urnas
Os números de São Paulo são particularmente duros para Fernando Haddad. O Datafolha divulgado nesta quinta-feira mostra Tarcísio de Freitas com 50% das intenções de voto, contra 30% de Haddad. Nos votos válidos, o governador chega a 56%, percentual suficiente para uma vitória no primeiro turno se confirmado nas urnas.
E há um dado ainda mais incômodo: Haddad aparece como o candidato mais rejeitado, com 45% dos entrevistados dizendo que não votariam nele de jeito nenhum.
Não deixa de ser emblemático para quem passou pelo Ministério da Fazenda com uma política fortemente baseada no aumento de impostos para recomposição e ampliação da arrecadação. Sob sua gestão, vieram tributação de fundos exclusivos e offshores, reoneração da folha, mudanças tributárias e outras medidas destinadas a aumentar as receitas federais. O resultado apareceu nos próprios números oficiais: a carga tributária cresceu fortemente em 2024 e voltou a subir em 2025 atingindo 32,4% do PIB.
Agora ele disputa o governo justamente do estado que concentra boa parte da força empresarial e produtiva do país. A passagem de Haddad pelo Ministério da Fazenda, marcada pela elevação da carga tributária e pela sucessão de medidas para ampliar a arrecadação, tornou-se um pesado passivo político. E os números de São Paulo mostram que, até agora, sua candidatura não conseguiu transformar os anos no comando da economia em força eleitoral capaz de ameaçar a ampla vantagem de Tarcísio.
Haddad passou anos procurando onde o governo poderia arrecadar mais. Agora, em São Paulo, enfrenta uma conta que imposto nenhum resolve: a rejeição do eleitor.

“Mentiu pouco não…”
No meio do povo que acompanhava Lula no Marco Zero do Recife, nesta sexta-feira, um comentário espontâneo de um recifense de meia-idade chamou atenção. Depois de ouvir o discurso do presidente, ele disparou, no melhor sotaque pernambucano: “Mermão, o velho parecia que tinha tomado todas. Mentiu pouco não…”
A frase, dita com espanto e ironia, resume a percepção daquele espectador diante de um discurso recheado de afirmações categóricas, acusações contra adversários e exaltação das realizações do próprio governo. Naturalmente, chamar essas declarações de “mentiras” é a avaliação de quem fez o comentário, cada afirmação do discurso precisa ser confrontada individualmente com os fatos.
Mas a espontaneidade da reação talvez explique por que a frase chamou a atenção. No meio de discursos preparados, slogans e palavras de ordem, às vezes é uma frase saída da multidão que acaba roubando a cena:
“Mermão… mentiu pouco não.”Educação no RN: Armaria! Penúltimo lugar do Brasil

O Rio Grande do Norte aparece em uma posição preocupante na segunda edição do Ranking de Eficiência dos Estados – Folha (REE-F), divulgada em 20 de setembro de 2026 e elaborada pela Folha de S.Paulo em parceria com o Datafolha. Na educação, o Estado ocupa a 25ª posição entre os 26 avaliados, superando apenas a Bahia.
O RN obteve índice de 0,272 na área educacional. O levantamento considera indicadores de atendimento escolar, desempenho dos alunos e abandono escolar, e a educação tem peso dobrado no cálculo geral do ranking.
No resultado geral, que também considera saúde, infraestrutura, segurança e finanças, o Rio Grande do Norte aparece em 20º lugar, com índice de 0,303, dentro da faixa classificada pela metodologia do levantamento como “ineficiente”.
O resultado na educação chama atenção especialmente porque coloca o Estado praticamente no fim da tabela nacional. É um dado que reforça a dimensão do desafio educacional potiguar e a necessidade de políticas capazes de produzir melhora consistente nos indicadores de aprendizagem, permanência e atendimento escolar.
Pílulas
- A Fórmula 1 volta à pista neste sábado (26) para o GP do Azerbaijão, 15ª etapa da temporada 2026. A largada será às 8h, horário de Brasília, no espetacular circuito de rua de Baku. Diferentemente do calendário tradicional da categoria, a prova será disputada no sábado.
- Toda a programação foi antecipada em um dia para evitar o choque com o Dia da Memória do Azerbaijão, celebrado no domingo (27). Baku é uma das pistas mais peculiares da Fórmula 1. O circuito urbano tem 6,003 km e 51 voltas, combinando um trecho extremamente estreito na parte histórica da cidade com uma enorme reta, cenário que costuma proporcionar altas velocidades, ultrapassagens e corridas imprevisíveis.
- Quando o governo regulamentou o mercado das bets, o discurso oficial envolvia colocar ordem no setor, fiscalizar as empresas, proteger o apostador e estabelecer regras para uma atividade que já movimentava bilhões. Mas a regulamentação também transformou esse gigantesco mercado em uma importante fonte de arrecadação para os cofres públicos.
- Os números dão a dimensão: em 2025, o Governo Federal arrecadou cerca de R$ 9 bilhões em impostos com as bets. Em 2026, a arrecadação continuou avançando. Considerando o dado de R$ 7,3 bilhões no primeiro semestre, já são R$ 16,3 bilhões arrecadados em apenas um ano e meio.
- Fica a pergunta: quando decidiu regulamentar as bets, o governo mirou apenas organizar o mercado ou também enxergou nele uma extraordinária máquina de arrecadação?
- O mercado financeiro encerrou esta sexta-feira (25) com a Bolsa em queda e o dólar praticamente estável. O Ibovespa recuou 0,27%, aos 183.476,86 pontos, pressionado principalmente pelas ações da Petrobras. Na semana, o principal índice da B3 acumulou perda de 0,95%.
- O dólar à vista caiu 0,19% e fechou cotado a R$ 5,1834, encerrando a semana, porém, com valorização acumulada de 0,74%. Já o euro ficou na faixa de R$ 5,92 no mercado comercial. Uma referência de fechamento aponta R$ 5,9249, com alta de 0,46% no dia.
- A inflação voltou a dar sinal de pressão. O IPCA-15 subiu 0,70% em setembro, depois de registrar deflação de 0,40% em agosto. Em 12 meses, a prévia da inflação acumula 4,47%, segundo o IBGE. A conta de luz foi a principal responsável pela alta: a energia elétrica residencial avançou 7,42%, enquanto o grupo Habitação subiu 2,07%.
- O U2 comemorou seus 50 anos voltando ao lugar onde tudo começou. Bono, The Edge, Adam Clayton e Larry Mullen Jr. retornaram à Mount Temple Comprehensive School, em Dublin, para uma apresentação surpresa diante de alunos e professores. Foi ali que, em 1976, os jovens músicos deram os primeiros passos para formar a banda.
- Meio século depois, o U2 voltou à escola para tocar alguns de seus grandes sucessos e celebrar uma trajetória que atravessou gerações. Depois de conquistar o mundo, a banda voltou ao lugar onde aprendeu a sonhar.

Aniversariantes
Parabéns aos aniversariantes deste sábado, 26 de setembro: Monsenhor Lucas, Djalma Cunha Jr., Washington Gadelha, Tereza Cristina Andrade, Tatiana Melo, Luiza Dantas Varella, Thaís Faria, Amaro Henrique Fonsêca Magalhães
Manchetes
Folha de S.Paulo – Lula proíbe bets a 9 dias da eleição e propõe pena por exploração de jogo
O Globo – Pacote de veto a bets propõe prisão por explorar ou operar apostas
O Estado de S. Paulo – Em ofensiva por votos, governo lança programa para compra de dividas
Efemérides – Hoje é...
Dia dos Primos – Dia do Ex-Fumante – Dia do Relações Públicas – Dia dos Surdos Brasileiros – Dia do Profissional de Recursos Humanos