A nova pesquisa Futura/100% Cidades, divulgada nesta quarta-feira (30), mostra Flávio Bolsonaro (PL) com 42,2% e Lula (PT) com 39,4% das intenções de voto no primeiro turno, diferença dentro da margem de erro de 2,2 pontos percentuais. Na sequência aparecem Ronaldo Caiado (PSD), com 4%; Augusto Cury (Avante), 3,8%; Renan Santos (Missão), 3,2%; e Romeu Zema (Novo), 1,6%. Edmilson Costa (PCB) e Samara Martins (UP) têm 0,2% cada; Leonardo Avalanche (PRTB), Rui Costa Pimenta (PCO), Wilson Grassi (Democrata) e Hertz Dias (PSTU), 0,1% cada. Clariana Barão (DC) não pontuou. Brancos e nulos somam 2,4%, enquanto 2,6% não souberam ou não responderam.
É no segundo turno, entretanto, que o levantamento chama ainda mais atenção. No confronto direto, Flávio chega a 49%, contra 43,5% de Lula. São 5,5 pontos de diferença, distância superior à margem de erro da pesquisa. Na rodada anterior da própria Futura, divulgada no dia 24, o quadro já era semelhante: 49,4% a 43,7%.
É um resultado relevante. Mas há uma advertência indispensável: pesquisa é fotografia, não sentença. E, quando se colocam lado a lado os levantamentos mais recentes, aparecem diferenças importantes entre os institutos.
No segundo turno, por exemplo, a Quaest registrou 42% para Lula e 42% para Flávio; a BTG/Nexus, 46% a 44% para Lula; o Datafolha, 47% a 45% para Lula; a Palver, 48% a 45% para Flávio; a RealTime Big Data, 45% a 44% para Flávio; e a AtlasIntel/Bloomberg, 47,7% a 47,4% para Lula. Em todos esses levantamentos, o confronto ficou dentro das respectivas margens de erro.
A Meio/Ideia, divulgada também nesta quarta-feira, igualmente registra empate técnico entre Lula e Flávio tanto no primeiro quanto no segundo turno.
Portanto, a Futura não deve ser ignorada, mas também não pode ser lida isoladamente. O conjunto das pesquisas descreve uma disputa apertada, com oscilações entre os institutos. A Futura se destaca nesta rodada porque apresenta uma distância entre Flávio e Lula no segundo turno maior do que a registrada em vários dos outros levantamentos recentes.
E há um detalhe que merece atenção: não se trata de um número isolado dentro da própria série da Futura. Na rodada anterior, Flávio já aparecia numericamente à frente de Lula por 49,4% a 43,7%. Agora são 49% a 43,5%. Ou seja: nas duas últimas pesquisas do instituto, a diferença ficou praticamente no mesmo patamar.
A Futura ouviu 2 mil eleitores entre 25 e 29 de setembro, por telefone. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi contratado pela 100% Cidades e está registrado no TSE sob o número BR-01122/2026.
A eleição continua aberta e os institutos apresentam fotografias diferentes. Mas uma coisa os números deixam bastante clara: a disputa está apertada e cada nova rodada precisa ser lida no conjunto, não como resultado antecipado das urnas.