Quando a Assembleia vira eleitor.
A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte retoma, na manhã desta terça-feira (3), as atividades em plenário com a abertura oficial do Ano Legislativo. O início dos trabalhos acontece sem a leitura da mensagem anual da governadora Fátima Bezerra (PT), que, segundo a assessoria do Governo do Estado, foi remarcada para a próxima terça-feira (10), em razão de ajustes na agenda.
A ausência da governadora na sessão de abertura chama atenção e já movimenta os bastidores políticos, especialmente em um momento em que o Parlamento passa a concentrar decisões de alto impacto para o futuro imediato do Estado.
E este não será um ano legislativo qualquer.
Diante da confirmação da renúncia da governadora, da decisão do vice-governador Walter Alves e do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Ezequiel Ferreira, de não assumirem o comando do Executivo, a Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte passa a concentrar, pelos próximos dois meses, sua principal e mais sensível pauta: a condução do processo de eleição indireta que definirá o governador responsável por cumprir o chamado mandato-tampão. Um processo político sensível, que coloca os 24 deputados estaduais no centro de uma decisão que não passará pelo voto direto da população, mas que terá reflexos profundos na administração estadual e no cenário eleitoral de 2026.
Com uma eleição indireta à vista, a Assembleia deixa de ser apenas palco de debates e votações rotineiras e assume um papel decisivo no rumo do Rio Grande do Norte e vai eleger o novo governador. Resta saber se esse protagonismo será exercido à altura da responsabilidade histórica que se apresenta.