Se alguém ainda tinha dúvida de que a eleição de 2026 no Rio Grande do Norte já começou, basta observar os movimentos de bastidor. O tabuleiro está armado e as peças mudam de lado numa velocidade que surpreende até os mais atentos.
A disputa deve se concentrar em três polos: o grupo do PT da governadora Fátima Bezerra; o do PL do senador Rogério Marinho; e a federação União Progressista, sob a articulação experiente do ex-senador José Agripino Maia, que nunca saiu completamente do jogo e participa com calma estratégica.
Mas o que mais chama atenção nesse início de pré-campanha não é quem chega. É quem sai.
O grupo da governadora vê uma debandada politicamente relevante: o grupo do vice-governador Walter Alves, o grupo do vereador Hermano Moraes e o grupo da prefeita de Pau dos Ferros, Marianna Almeida já estão alinhados ao projeto do prefeito de Mossoró, Alysson Bezerra, que se consolida como protagonista da disputa. Talvez seja por isso que o atacam com tanta virulência.
Em política, ninguém troca de lado por acaso. Quando lideranças desembarcam, é porque enxergam ventos melhores em outro lugar.
Também é dada como praticamente certa a saída do grupo do deputado Ezequiel Ferreira, que tinha compromisso com a candidatura do senador Rogério Marinho. Com a desistência do senador, o caminho mais provável é o apoio ao ex-prefeito de Natal, Álvaro Dias, é mais um movimento que reorganiza forças e pressiona o campo governista.
Há ainda um componente estratégico: em caso de vacância do Governo, caberá ao presidente da Assembleia Legislativa, Deputado Ezequiel Ferreira, conduzir a eleição para o mandato tampão. Num cenário volátil, isso pesa e tudo pode acontecer.
Na política, a regra continua simples: vence quem amplia palanque e constrói maioria antes da campanha começar. Até aqui, o que cresce ao redor da governadora é o movimento de desagregação.
O jogo, claro, não está fechado. O ex-prefeito Carlos Eduardo ainda mantém o suspense e, em ano eleitoral, indecisão também pode ser estratégia. O pós-carnaval vai ser de muita conversa e articulação e deve trazer definições importantes.
O fato é que 2026 não será uma eleição morna, a tendência é de disputa dura, agressiva e polarizada.
Vamos ver.
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