O governo federal recuou e desistiu de aumentar o imposto de importação sobre produtos de informática e eletrônicos, após forte repercussão negativa entre consumidores, parlamentares e setores produtivos. A medida, que incluía itens como notebooks, roteadores, placas-mãe e smartphones, estava prevista para entrar em vigor em março e fazia parte de um pacote maior de ajustes tarifários para mais de mil produtos. Com a decisão, as alíquotas anteriores, que variavam entre 0% e 16%, foram mantidas, evitando que subissem para patamares entre 10% e 20%. O Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Camex/Gecex) formalizou o cancelamento do aumento, reforçando o compromisso do governo em avaliar impactos econômicos e sociais antes de implementar mudanças que afetem diretamente o consumidor final.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendia o aumento das alíquotas e dizia que a decisão tinha caráter regulatório. “Não tem impacto em preço, é uma mentira o que estão falando, que isso vai encarecer, porque os produtos são feitos aqui, disse ele.”
Pelo visto, a ânsia por aumentar impostos não conhece limites, mas pelo menos, desta vez, ficou só no papel.