Conta de luz sobe até 18,9% e ninguém reage.
A Agência Nacional de Energia Elétrica autorizou novos reajustes na conta de luz, com aumentos que variam entre 5% e 18,9%, novamente acima da inflação e com impacto direto no orçamento das famílias.
O mais intrigante é que isso se repete todos os anos. Desde o Plano Real, quando a economia passou por um processo de desindexação, a maioria dos preços deixou de subir automaticamente. Serviços públicos, entre os quais, a energia elétrica, no entanto, seguem outro caminho, com reajustes anuais autorizados pela agência reguladora, como se fosse algo natural e inevitável.
E quase ninguém questiona. O tema dificilmente ganha espaço no debate político, não mobiliza a sociedade e passa longe de qualquer pressão mais consistente por mudanças.
Fica a pergunta que insiste em não ser feita com a força necessária: por que o brasileiro aceita, ano após ano, pagar mais caro pela energia sem reagir?