A indefinição em torno da vaga de vice-governador na chapa do pré-candidato Cadu Xavier continua movimentando os bastidores da federação PT, PV e PCdoB no Rio Grande do Norte. E o cenário ganhou novos contornos após a decisão da governadora Fátima Bezerra de permanecer no cargo até o fim do mandato, provocando uma reorganização político-partidária dentro do grupo governista.
A prioridade pela escolha de uma mulher permanece evidente, mas alguns nomes que chegaram a circular nos bastidores já são tratados como descartados, entre eles o da ex-vereadora Júlia Arruda e o da deputada estadual Cristiane Dantas.
Hoje, os nomes mais presentes nas conversas políticas seguem sendo os da vice-prefeita de Currais Novos, Milena Galvão; da advogada Luciana Soares; e da ex-deputada Larissa Rosado. Todas representam diferentes pesos políticos, regionais e partidários dentro da construção da chapa governista.
A demora na definição levanta interpretações distintas dentro do próprio meio político. Há quem avalie que o grupo busca uma vice com maior densidade eleitoral, capaz de ampliar alianças e fortalecer o projeto governista em regiões estratégicas do estado. Por outro lado, também cresce a leitura de que a dificuldade seria reflexo do desgaste enfrentado pela gestão estadual.
Pesquisas recentes têm apontado índices elevados de desaprovação da administração Fátima Bezerra, em alguns levantamentos ultrapassando os 70%, o que naturalmente aumenta o peso político da escolha e impõe maior cautela ao grupo na montagem da chapa majoritária.
Enquanto isso, o tempo passa, as especulações aumentam, os bastidores fervem e a pré-campanha segue cada vez mais solta, em ritmo evidente de campanha, mesmo para quem insiste em fingir que ainda não começou.
Resta saber se a escolha final seguirá o caminho da viabilidade eleitoral ou o da coragem política.