O colapso silencioso dos transportes no Brasil.
Enquanto o debate público brasileiro se concentra, com frequência, em agendas imediatistas e disputas conjunturais, há temas estruturais que seguem à margem da prioridade política, embora sejam determinantes para o futuro do país. A infraestrutura de transportes é um desses pontos cegos.
Em um território continental como o Brasil, a forma como pessoas, bens e serviços circulam não é apenas uma questão técnica, mas um fator decisivo de desenvolvimento econômico, integração regional e redução de desigualdades. Ainda assim, o país permanece excessivamente dependente do modal rodoviário, enquanto ferrovias, hidrovias, cabotagem e o transporte aéreo regional seguem subutilizados, fragmentados ou submetidos a gargalos históricos.
O artigo a seguir, publicado na Tribuna do Norte quinta-feira, 21, propõe uma reflexão sobre esse desequilíbrio estrutural. Mais do que diagnosticar um problema conhecido, busca evidenciar como a ausência de planejamento logístico integrado impacta o custo de vida, a competitividade nacional e a própria coesão territorial do Brasil.
