A disputa pelas duas vagas ao Senado Federal no Rio Grande do Norte promete ser uma das mais acirradas e estratégicas das eleições de 2026. Embora, neste momento inicial da corrida eleitoral, os atuais senadores Styvenson Valentim e Zenaide Maia apareçam como nomes naturalmente favoritos pela força dos mandatos, pela liberação de emendas parlamentares e também pela lembrança popular, o cenário está longe de qualquer definição antecipada.
Nos bastidores da política potiguar, o entendimento predominante é de que a disputa deverá ganhar contornos extremamente competitivos à medida que os grupos políticos consolidem seus palanques e suas alianças regionais. Com duas vagas em jogo, a tendência é de fragmentação dos votos e de uma campanha marcada por estratégias de associação política entre candidatos ao Senado e os postulantes ao Governo do Estado e à Presidência da República.
Nesse contexto, um dos movimentos mais observados deverá ser o do ex-deputado federal Rafael Motta, pré-candidato pelo PDT, que buscará ampliar sua presença eleitoral a partir da vinculação com o campo político de centro-esquerda e com lideranças nacionais do partido. Da mesma forma, Samanda Alves, nome do PT para a disputa, deverá apostar fortemente na conexão com o eleitorado ligado ao presidente Lula e às bases petistas organizadas no estado.
No campo conservador, o Coronel Hélio também deverá trabalhar uma estratégia de aproximação política e eleitoral com Styvenson Valentim, tentando captar parte do eleitorado identificado com pautas de segurança pública e de perfil mais conservador.
Além dos nomes já colocados, o cenário ainda permanece aberto para novas composições, especialmente diante das articulações dos principais grupos políticos do estado, que avaliam cuidadosamente quais candidaturas poderão agregar força aos respectivos projetos majoritários. A expectativa é de que a campanha para o Senado se transforme em uma verdadeira batalha paralela dentro da eleição estadual.
Outro ponto que chama atenção é a indefinição em torno das suplências. Até o momento, praticamente todas as vagas de suplentes seguem em aberto, movimentando intensamente os bastidores partidários. Historicamente vistas como espaços estratégicos de composição política, as suplências deverão servir como moeda importante nas negociações entre partidos, lideranças regionais e setores econômicos interessados em participar da futura estrutura de poder.
Com um tabuleiro ainda em formação, a eleição para o Senado no Rio Grande do Norte desponta desde já como uma disputa longa, imprevisível e de alta tensão política.