Confesso sem qualquer constrangimento: eu acredito no hexacampeonato do Brasil. E não se trata apenas de paixão de torcedor. Trata-se da convicção de quem olha para o futebol brasileiro e enxerga talento, qualidade e capacidade de competir com qualquer seleção do mundo.
Temos uma geração extraordinária de jogadores espalhados pelos maiores clubes do planeta. Atletas decisivos, acostumados à pressão, vencedores em seus campeonatos e protagonistas nos principais palcos do futebol internacional. Some-se a isso a chegada de um técnico reconhecido mundialmente por sua inteligência tática, sua capacidade de gestão de grupo e seu histórico de conquistas. Não é exagero dizer que o Brasil tem, hoje, um dos melhores treinadores do futebol mundial à frente da Seleção.
Mas há um nome que continua sendo central nessa história: Neymar.
Poucos jogadores brasileiros foram tão talentosos em sua geração. Poucos carregaram por tanto tempo o peso da camisa amarela e a responsabilidade de decidir partidas. Neymar é um craque raro, daqueles que aparecem de tempos em tempos. Seu talento não depende da opinião de torcedores apaixonados nem das críticas de ocasião. Está registrado em números, títulos, recordes e atuações memoráveis.
Por alguma razão, alguns insistem em diminuir sua importância. Talvez porque o brasileiro tenha o estranho hábito de tratar seus grandes ídolos com mais rigor do que o restante do mundo. Enquanto lá fora Neymar é reconhecido como um dos maiores jogadores de sua era, por aqui ainda há quem tente desqualificar um atleta que figura entre os maiores talentos da história do futebol brasileiro.
Não acredito que uma Copa do Mundo seja vencida por um único jogador. Nunca foi assim. Mas também não acredito que se conquiste um Mundial sem grandes craques. E Neymar continua sendo um deles.
Por isso, sigo acreditando. Acredito no elenco, acredito na comissão técnica, acredito na força da camisa mais vencedora da história do futebol e acredito que Neymar ainda tem capítulos importantes a escrever com a Seleção Brasileira.
O hexa não será fácil. Nunca foi. Mas o Brasil já mostrou ao mundo, cinco vezes, que é capaz de transformar talento em glória. E, enquanto a bola continuar rolando, continuarei acreditando que o sexto título mundial é um sonho perfeitamente possível. Afinal, quando se trata de futebol, desacreditar do Brasil sempre foi um risco que a história recomenda evitar.
Simbora, Brasil.