Nem tudo precisa virar conteúdo
Parece que estamos vivendo uma época em que tudo precisa ser registrado, filmado, fotografado e publicado.
A pessoa chega, grava. Faz uma reunião, grava. Vai a um evento, grava. Visita um cliente, grava. Toma um café, grava. Até o que deveria ser apenas parte da rotina virou oportunidade de conteúdo.
E talvez esse seja o problema. Na ansiedade de alimentar as redes sociais, estamos começando a confundir movimento com relevância. Só porque alguma coisa aconteceu não significa que ela mereça ser mostrada.
O resultado é uma quantidade enorme de vídeos, stories e posts falando sobre coisas que, sinceramente, interessam muito mais a quem está produzindo do que a quem está assistindo.
É muita cobertura. Muito registro. Muito conteúdo. E, muitas vezes, pouca coisa para dizer.
A rede social não deveria ser um diário da empresa ou da vida profissional de ninguém. O cliente não precisa acompanhar cada passo. Ele precisa encontrar informação, inspiração ou alguma coisa que realmente desperte seu interesse para gerar um bom negócio.
Porque o conteúdo também precisa ter critério. No fim das contas, qualidade não é aquilo que conseguimos publicar. É aquilo que vale a pena ser visto.