O mercado está ficando júnior demais?
Vivemos um momento curioso na comunicação. Nunca tivemos tantas ferramentas, tantos dados e tantas possibilidades. Mas, ao mesmo tempo, os planos de mídia parecem cada vez mais limitados.
Não porque faltam canais. Falta repertório. Grande parte dos novos profissionais entrou no mercado dominando o digital. Sabem criar campanhas para Instagram, TikTok e Google. Isso é importante. Mas a comunicação não começou nas redes sociais.
Muitos nunca estudaram de verdade o rádio, a televisão, os jornais, os portais de notícia ou a força que cada veículo exerce sobre públicos diferentes. Não conhecem audiência, programação, perfil editorial ou como essas mídias podem trabalhar juntas para potencializar resultados.
O problema não é deles. A formação acadêmica tem entregado profissionais com pouca vivência prática sobre o ecossistema completo da comunicação. Enquanto isso, os profissionais mais experientes estão, em grande parte, concentrados nos próprios veículos de comunicação, e não mais nas agências ou departamentos de marketing.
O resultado é um mercado desequilibrado: de um lado, veículos com muito conhecimento; do outro, quem planeja as campanhas sem conhecer todo o terreno onde poderia atuar.
Comunicação eficiente não é escolher entre o digital e o tradicional. É entender quando, onde e por que cada mídia faz sentido.
A tecnologia muda. Os canais mudam. Mas o conhecimento sobre comunicação continua sendo o maior diferencial de um profissional. Quem conhece apenas uma parte do mercado dificilmente conseguirá enxergar todas as oportunidades que ele oferece.