O rádio não morreu. Será que a TV vai?
Durante anos repetiram a mesma previsão: “o rádio vai acabar”.
A internet chegou. Depois vieram as redes sociais, os podcasts, o streaming e a inteligência artificial. E o rádio? Continuou ligado.
Mais do que isso: se reinventou.
Hoje, boa parte das pessoas liga o rádio não para ouvir música, mas para se informar. O trânsito em tempo real, a política da cidade, a economia, o esporte, as entrevistas, os debates e os acontecimentos que impactam o dia a dia transformaram o rádio em uma das fontes de informação mais rápidas e confiáveis. Ele entendeu que seu maior concorrente não era a tecnologia, mas a falta de relevância.
A televisão vive um momento parecido. Muitos acreditam que o streaming vai substituir completamente a TV aberta. Não acredito.
Na verdade, acredito que cada um ocupará um espaço diferente. Os streamings serão, cada vez mais, o lugar do entretenimento: filmes, séries, documentários e grandes produções. Já a TV aberta precisará fortalecer aquilo que nenhuma plataforma global consegue entregar com a mesma eficiência: a informação local.
Imagino uma televisão muito mais conectada com a realidade de cada cidade. Programas sobre trânsito, economia regional, política, comportamento, saúde, empreendedorismo, cultura, gastronomia, esporte e tudo aquilo que acontece perto das pessoas.
Não apenas três telejornais distribuídos ao longo do dia, mas uma programação informativa muito mais segmentada, capaz de conversar com públicos diferentes em horários diferentes.
Quem quiser saber o que está acontecendo na sua cidade continuará procurando quem conhece a sua cidade.
Foi exatamente isso que salvou o rádio. E, na minha visão, será esse mesmo caminho que garantirá o futuro da televisão aberta.
A história mostra que os meios de comunicação sempre descobrem uma nova razão para existir.