Há momentos em que a sensação é de que o Brasil não muda nunca. Governos passam, discursos se renovam, promessas se multiplicam, mas problemas antigos permanecem atravessando gerações. Burocracia, impostos, privilégios, desperdício, corrupção e uma sociedade cada vez mais acostumada a conviver com aquilo que deveria indigná-la.
É sobre essa inquietação que escrevo no artigo “O Brasil e a arte de não sair do lugar”, publicado na Tribuna do Norte. Uma reflexão que vai além da política e procura discutir também o nosso comportamento como sociedade: até que ponto reclamamos do país e, ao mesmo tempo, contribuímos para preservar as práticas que impedem sua transformação?
Reproduzo o artigo aqui no blog para ampliar essa conversa. Porque talvez o maior desafio brasileiro não seja apenas mudar governos, leis ou políticas públicas. Seja mudar a cultura de aceitar como normal aquilo que sabemos que precisa mudar.
