O caso envolvendo o Banco Master, amplamente divulgado pela imprensa, deve servir como um alerta para a sociedade brasileira. Mais do que um episódio do mundo financeiro, ele expõe um problema maior: a convivência complacente com práticas desonestas que, pouco a pouco, acabam sendo tratadas como algo normal.
Diante de denúncias e evidências, não são raras as tentativas de relativizar fatos, minimizar condutas ou simplesmente “passar pano”. Essa postura abre espaço para que picaretas, enganadores e oportunistas continuem circulando e influenciando ambientes sociais, políticos e empresariais como se nada tivesse acontecido.
A sociedade precisa romper com essa tolerância. Convivência, relações e parcerias também são formas de legitimação. Quem mantém proximidade com pessoas marcadas por práticas reprováveis acaba inevitavelmente compartilhando parte dessa sombra.
A velha máxima continua atual: diga com quem andas que te direi quem és. Mais do que nunca, é preciso encerrar a cultura da condescendência com o erro e com quem faz dele um modo de agir. Quem tem compromisso com a ética quer distância desse tipo de ambiente.
Casos como esse devem servir para abrir os olhos da sociedade. Não apenas para julgar fatos isolados, mas para lembrar que tolerar o desvio também é uma forma de cumplicidade. Só quando essa postura mudar será possível construir um ambiente público mais íntegro e confiável.
A maioria das pessoas sabe exatamente quem anda certo e quem não anda. O que realmente revela o caráter é decidir de que lado ficar. Uma sociedade concessiva assiste a conivência tóxica entre bons e maus, honestos e desonestos, mocinhos e bandidos, escolhe o lado errado quem quer.