A escolha de um candidato vai muito além de propostas, slogans ou promessas de campanha. Antes de decidir o voto, vale a pena observar quem são as pessoas que se apresentam para ocupar cargos públicos, como se comportam, quais valores demonstram e que histórico carregam. Afinal, a forma como alguém age no dia a dia costuma revelar muito mais sobre o seu futuro desempenho do que qualquer discurso bem elaborado. Se a eleição é uma seleção de representantes, talvez o melhor caminho seja começar eliminando os perfis que claramente não correspondem ao que a sociedade espera de um bom gestor ou legislador. É justamente esse exercício de reflexão que propomos a seguir.
Se eu fosse você, escolheria seus candidatos pelo comportamento e pela conduta de cada um. Iria analisando um por um, com calma e atenção.
Primeiro, eliminaria o mentiroso. Afinal, quem mente na campanha dificilmente falará a verdade depois de eleito.
Em seguida, descartaria o despreparado. Boa vontade é importante, mas não substitui competência e conhecimento.
Depois, deixaria de lado o arrogante. Quem não sabe ouvir as pessoas dificilmente saberá representá-las.
Também eliminaria o oportunista, aquele que só aparece em época de eleição e desaparece quando os problemas da população surgem.
Descartaria o corrupto ou quem convive naturalmente com práticas suspeitas. Dinheiro público é assunto sério demais para ficar nas mãos erradas.
Tiraria da lista o incoerente, que muda de discurso conforme a conveniência e não mantém suas posições e compromissos.
Eliminaria o preguiçoso, porque exercer um mandato exige dedicação diária, trabalho duro e presença constante.
Também não escolheria o autoritário, que acredita ser dono da verdade e trata o cargo como um privilégio pessoal.
Descartaria o irresponsável, que faz promessas impossíveis apenas para conquistar votos, sem se preocupar com a realidade.
E eliminaria o indiferente, aquele que não demonstra empatia pelos problemas das pessoas e parece distante da vida real da população.
Depois de retirar todos esses perfis da disputa, sobrariam os candidatos honestos, preparados, trabalhadores, equilibrados, humildes, responsáveis e comprometidos com a comunidade.
E é entre esses que eu faria minha escolha. Afinal, mais importante do que o que um candidato promete é a pessoa que ele demonstra ser.