Caçador de marajás fez um presidente. Caçador de penduricalhos fará outro?
O combate aos supersalários no serviço público – aqueles que ultrapassam o teto constitucional por meio de penduricalhos e verbas indenizatórias – pode, sim, voltar ao centro do debate político. Em 1989, Fernando Collor foi eleito embalado pelo discurso contra os chamados marajás, prometendo enfrentar privilégios e distorções no Estado.
Décadas depois, o tema ressurge com nova roupagem: não se trata apenas de cortar excessos, mas de garantir respeito ao teto e a transparência no uso do dinheiro público. Se antes o rótulo era caçador de marajás, resta saber qual será a denominação de quem decide enfrentar, agora, os penduricalhos e as brechas que inflam os contracheques acima do limite legal.