“Convivência política para construir a união que o RN precisa.
A decisão do União Brasil – tanto na instância nacional quanto na estadual – de não liberar seus filiados para trocar de partido visando as próximas eleições provocou um intenso debate no meio político. A medida, respaldada pelo estatuto da legenda e alinhada às regras da legislaçãoeleitoral, foi interpretada por alguns como uma estratégia de fortalecimento institucional e, por outros, como um movimento que restringe a liberdade de articulação dos quadros partidários.
Em meio à polêmica, o ex-senador José Agripino, presidente do União Brasil no Rio Grande do Norte, saiu em defesa da decisão, argumentando que o partido agiu dentro da legalidade e do que prevê seu próprio estatuto. Segundo ele, trata-se de uma atitude de autopreservação política, comum em um cenário no qual as siglas buscam manter sua base e consolidar suas estratégias eleitorais. Para o ex-parlamentar, a medida não deve ser vista como um gesto de confronto, mas como uma decisão administrativa legítima dentro da dinâmica partidária.
Agripino também procurou diminuir o peso da controvérsia, afirmando que, como bem disse a vereadora Nina Souza, o assunto já é “página virada”.
Na sua avaliação, o momento agora é de olhar para frente e trabalhar na construção de pontes dentro do campo político. O ex-senador defende que, diante do quadro eleitoral que se desenha, será fundamental estabelecer uma convivência equilibrada entre as forças de centro e de direita.
Essa aproximação, segundo ele, pode ser decisiva especialmente em um eventual segundo turno, quando alianças e convergências programáticas tendem a se tornar determinantes para a formação de maiorias eleitorais. Assim, mais do que prolongar disputas internas, o desafio colocado para as lideranças políticas é buscar diálogo e unidade em torno de projetos que possam reunir diferentes correntes do espectro político.