O jogo sujo do poder.
A perseguição política tem se tornado uma prática cada vez mais visível no Brasil,
seja por meio da exclusão deliberada de cargos e funções públicas por divergência
de pensamento, seja pela tentativa sistemática de inviabilizar trajetórias políticas
legítimas.
Quando critérios técnicos cedem espaço à retaliação ideológica, o que se enfraquece
não é apenas o adversário, mas a própria qualidade da gestão pública e o ambiente
democrático.
Paralelamente, cresce a estratégia de destruição de reputações como arma política.
Narrativas distorcidas, ataques pessoais, insinuações e campanhas difamatórias
passam a substituir o debate de ideias. Em vez de confronto programático e
propostas concretas, instala-se uma lógica de aniquilação moral, em que vale mais
descredibilizar do que convencer. Esse cenário empobrece o diálogo público e
afasta a sociedade das discussões que realmente importam.
Num Brasil marcado pela pasmaceira institucional e pelo cansaço cívico, a
perseguição política corrói a confiança nas instituições e normaliza práticas autoritárias
disfarçadas de disputa democrática, especialmente o uso da máquina política para
esmagar adversários . Defender o contraditório, a pluralidade e o respeito
às diferenças não é proteger adversários; é preservar os fundamentos do Estado
de Direito.
A campanha nem começou, mas o jogo sujo, a lama mesmo, já entrou em campo.
Fique atento.