A mais recente pesquisa do Instituto Seta para deputado estadual no Rio Grande do Norte mostra um cenário de forte dispersão e elevada indefinição do eleitorado.
O ex-prefeito de Caicó Bibi Costa aparece na liderança entre os nomes citados, com 3,1%, seguido pelo deputado estadual Adjuto Dias, com 1,6%. Na terceira posição, empatados, com 1,3%, aparecem Júlio César, Vilma e Galeno Torquato. Em seguida, Nelter Queiroz e Kleber Rodrigues registram 1,2% cada.
Mais do que a posição dos nomes, entretanto, chama atenção o tamanho da parcela do eleitorado que ainda não definiu sua preferência: 64,9% não souberam ou não quiseram responder. Outros 11,7% afirmaram que não votariam em ninguém, votariam em branco ou anulariam o voto. Somados, os dois grupos representam 76,6% dos entrevistados.
O resultado reforça uma característica própria das disputas proporcionais: neste momento, a lembrança espontânea de um candidato não significa necessariamente intenção consolidada de voto. O eleitor ainda está distante de uma decisão definitiva, e nomes com pouca exposição podem ganhar espaço ao longo da campanha.
Outro aspecto importante é a presença, entre os citados, de nomes que ocupam atualmente outros cargos ou que sequer têm sua candidatura ao Legislativo estadual confirmada. É o caso, por exemplo, de Walter Alves, atual vice-governador, e de Fernando Mineiro, deputado federal. Isso demonstra que a pesquisa mede, neste momento, sobretudo lembrança e intenção declarada, e não uma projeção do resultado eleitoral.
A pesquisa Seta foi realizada entre 7 e 9 de agosto, com 1.500 eleitores, margem de erro de 2,5 pontos percentuais e intervalo de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob os números RN-07032/2026 e BR-07701/2026.
Assim, embora Bibi Costa, Adjuto Dias e o grupo que aparece logo atrás estejam entre os nomes mais lembrados, a fotografia atual está longe de representar uma corrida definida. Com mais de três quartos do eleitorado ainda sem uma escolha nominal consolidada, a disputa por uma vaga na Assembleia Legislativa permanece amplamente aberta.