Há um tipo de político que parece ter descoberto a fórmula mágica da competência: atacar os outros o tempo inteiro. Para eles, quanto mais alto o grito, menor a necessidade de apresentar resultados.
É curioso. Nunca erram. Nunca pedem desculpas. Nunca fazem uma autocrítica. Vivem convencidos de que são a última Coca-Cola do deserto, enquanto vendem um caminhão de qualidades que, na prática, ninguém consegue encontrar.
Transformam o debate público em um campeonato de ofensas. Se falta argumento, sobra agressão. Se falta trabalho, sobra cancelamento. Se falta proposta, sobra ataque.
Mas há um detalhe que costuma passar despercebido: pessoas emocionalmente equilibradas não precisam diminuir ninguém para parecer maiores. Não vivem tentando destruir reputações, atacar a honra alheia ou transformar qualquer divergência em uma guerra pessoal. Quem tem segurança no que faz convence pelo exemplo, não pelo insulto.
Por isso, vale a pena abrir os olhos. Desconfie de quem só sabe apontar o dedo. De quem ataca todo mundo, o tempo todo. Porque, muitas vezes, o barulho serve apenas para esconder o vazio.
No fim, a regra costuma ser simples: quem passa o tempo inteiro vendendo uma competência que não consegue demonstrar e atacando a reputação dos outros, na verdade, está apenas tentando esconder as próprias limitações.