Enquanto parte do país ainda debate inflação, juros altíssimos e bancos quebrando, o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), tratou de tranquilizar o mercado: a autonomia do Banco Central “não está no horizonte” de discussão. A declaração foi feita nesta terça-feira, 10 de fevereiro de 2025, convenientemente, durante a CEO Conference Brasil 2026, evento do BTG Pactual, ambiente propício para reafirmar certezas.
Segundo Motta, o BC tem agido com “segurança, previsibilidade e confiança”, sem interferência política, inclusive diante do rumoroso caso do Banco Master. A investigação, garante ele, segue firme, mas sem pressa, sem condenações prévias e, claro, obedecendo rigorosamente o regimento para eventual CPI.
Do outro lado do balcão, o diretório nacional do PT na 6ª feira (6.fev) a resolução política do partido com críticas à autonomia do BC, insiste em discutir essa tal autonomia e suas relações com o sistema financeiro. Já o presidente do BC, Gabriel Galípolo, aproveita o momento para pedir mais autonomia ainda, agora também financeira e orçamentária.
Em resumo: o Banco Central segue autônomo, o debate segue controlado e o horizonte continua bem distante.