Quando o hospital precisa de atendimento
Se não fosse trágico, era pastelão. Mas aconteceu: caiu parte do teto da UTI do Walfredo Gurgel, maior hospital de urgências do Rio Grande do Norte. Justo ali onde a gente chega com dor, pressa e um fiapo de esperança.
Hospital é lugar onde pode cair a pressão, a glicose, até a ficha. O teto, não. Esse era o único que tinha obrigação de permanecer firme.
Mas, pelo visto, resolveu levar a “urgência” ao pé da letra e precisa de atendimento imediato.
Dá vontade até de fazer piada para aliviar o absurdo: o paciente entra com dor no braço e sai agradecendo por não ter levado um pedaço de forro como brinde. Só que, no fundo, o riso é nervoso. Porque quando a estrutura física desaba, a sensação é de que desaba junto um pouco da nossa confiança.
E confiança, em hospital público, já é coisa delicada demais para ficar por um fio ou por um pedaço de laje.