Hoje só se fala que a governadora Fátima Bezerra decidiu permanecer no cargo até o final do mandato, em 5 de janeiro de 2027 e não vai disputar uma vaga ao Senado nas eleições de 2026.
A decisão muda o cenário político no estado e redefine a estratégia do grupo governista para a sucessão estadual. Com a permanência da governadora no comando do Executivo, o nome apoiado para a disputa ao Governo do Estado será mesmo o do atual secretário da Fazenda, Cadu Xavier.
Para as duas vagas ao Senado, os nomes mais citados no campo governista são Samanda Alves e Jean Paul Prates. A indicação para a vice-governadoria ainda permanece em aberto e segue em articulação entre os partidos da base aliada.
A permanência de Fátima Bezerra no governo é vista como uma decisão estratégica. Caso deixasse o cargo para disputar o Senado, diante da possibilidade de renúncia também do vice-governador e do presidente da Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, seria necessária a realização de uma eleição indireta no Legislativo estadual para a escolha de um governador tampão até 2026, um cenário considerado politicamente incerto.
Nos bastidores da política, também se comenta que a governadora Fátima Bezerra teria recebido sinalização de que pode ser convidada a assumir um ministério em um eventual novo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, caso ele seja reeleito em 2026. A decisão de concluir o mandato no estado, portanto, preserva o controle político da sucessão e mantém aberto esse possível caminho no cenário nacional.
Em meio às especulações e rearranjos do tabuleiro eleitoral de 2026, a mensagem transmitida foi clara: preservar a condução do governo, garantir a organização da sucessão e manter a coesão do grupo político.
Em outras palavras, a decisão resume-se a um gesto direto ao eleitorado e aos aliados: “diga ao povo que fico.”.