De Teerã a Berlim: Trump amplia o alvo.
A reação de Donald Trump à declaração do chanceler alemão Olaf Scholz, de que o Irã estaria “humilhando” os Estados Unidos, seguiu o roteiro já conhecido: menos diplomacia, mais palco. Em sua rede social, Trump não apenas rebateu a crítica como elevou o tom, encerrando com uma alfinetada direta: “não me admira que a Alemanha esteja indo tão mal, tanto economicamente como no resto”.
No fim das contas, a resposta diz menos sobre o Irã e mais sobre o estilo do presidente: uma política externa conduzida no grito, com pitadas de provocação e uma curiosa tendência de transformar qualquer crise internacional em disputa verbal, de preferência com plateia.
No fim, fica a pergunta: até quando a política externa seguirá sendo conduzida com post e não com estratégia?