IPERN: a República do Caderninho.
O servidor público estadual que precisa passar por uma perícia médica no IPERN descobre rapidamente que entrou numa espécie de túnel do tempo administrativo.
Solicitação digital? Sistema online? Agendamento eletrônico? Nada disso.
O procedimento exige comparecimento presencial, como se a internet ainda fosse uma promessa para o futuro. Mas a surpresa maior vem ao chegar ao órgão: o que muitos imaginam ser um agendamento não passa de um pré-agendamento. O nome é anotado numa lista, em um caderno, e o servidor volta para casa sem data definida.
A previsão é que somente em agosto ou setembro seja informada a data da própria marcação da perícia. Em pleno 2026, o Estado parece ter encontrado uma forma inovadora de gestão: transformar uma fila virtual em uma fila analógica, mais lenta, mais cara e mais humilhante para quem depende do serviço público. #AcrediteSeQuiser