O topo da elite.
Falar em elite é, antes de tudo, falar de poder, influência e capacidade de decisão. Na Sociologia e na Ciência Política, o termo define grupos que ocupam posições estratégicas na sociedade, seja pela força econômica, pelo prestígio social ou, sobretudo, pelo poder institucional.
Nesse contexto, o topo da elite em um estado está no campo político. O cargo de Governador representa o mais alto nível de decisão, com impacto direto na vida da população, na condução de políticas públicas e no direcionamento do desenvolvimento. É, portanto, a expressão máxima da elite política local.
Mas é preciso compreender que ser da elite não é apenas uma questão de riqueza. Dinheiro, por si só, não define pertencimento. A elite é formada também por quem tem acesso, influência, capacidade de articulação e voz ativa nos rumos da sociedade. Há elites econômicas, políticas, intelectuais e culturais — muitas vezes sobrepostas, mas nem sempre coincidentes.
Entender esse conceito é essencial para compreender como o poder se organiza e se distribui. Afinal, mais do que ter, ser da elite é, fundamentalmente, ter influência sobre decisões que afetam muitos.
Ao atacar as elites em repetidos discursos, a governadora Fátima Bezerra ignora, ou faz questão de não reconhecer, que, no exercício do poder, é exatamente o que critica: ocupa o topo da elite no Rio Grande do Norte e, no fim das contas, é quem dá as cartas no estado.