Brasil fica fora da elite da IA em ranking global.
O Brasil não integra o chamado “grupo de elite” das nações mais preparadas para inteligência artificial, segundo o Government AI Readiness Index, elaborado pela Oxford Insights. No levantamento mais recente, o país aparece na 22ª posição global, com pontuação de 69,55, atrás de economias como Estônia e Áustria, embora ainda acima da média latino-americana.
O ranking avalia a capacidade dos países de desenvolver, implementar e governar tecnologias de IA, levando em conta fatores como estratégia governamental, inovação, talentos, infraestrutura digital e acesso a dados. No topo da lista aparecem Estados Unidos, França, Reino Unido, Holanda e Coreia do Sul, entre outros.
Apesar de um desempenho considerado intermediário, o Brasil apresenta bons resultados em digitalização do governo e regulação, mas ainda enfrenta limitações em áreas como infraestrutura computacional, formação de talentos e maturidade do setor privado de IA.
O estudo também destaca o debate interno sobre regulação e desenvolvimento tecnológico no país. Especialistas ouvidos apontam que regras excessivamente restritivas podem elevar custos e atrasar a chegada de novas tecnologias, especialmente para pequenas empresas, enquanto outros defendem que o Brasil tem potencial para se tornar referência na criação de modelos de governança e rastreabilidade de dados na economia da inteligência artificial.
O levantamento reforça que a liderança global em IA depende de um conjunto complexo de fatores, que envolve investimentos, políticas públicas e capacidade de inovação contínua.