Neste 2 de agosto, o Brasil celebra o Dia da Cultura Nordestina, data que também marca o início da Semana da Cultura Nordestina. A homenagem lembra o legado de Luiz Gonzaga, o eterno Rei do Baião, falecido em 2 de agosto de 1989.
Mais do que uma referência à música, a data reverencia um patrimônio cultural que ajudou a construir a identidade nacional. O Nordeste é terra do forró, do baião, do frevo, do maracatu, da literatura de cordel, do repente, da culinária típica, do artesanato e de um povo que transformou criatividade, resistência e diversidade em uma das mais ricas expressões culturais do Brasil.
Essa riqueza foi preservada graças ao trabalho de grandes intelectuais e pesquisadores que dedicaram suas vidas a registrar, interpretar e valorizar a cultura nordestina. Em Pernambuco, destacam-se Gilberto Freyre, intérprete da formação social e cultural brasileira e um dos maiores defensores do regionalismo nordestino, e Ariano Suassuna, criador do Movimento Armorial e incansável promotor da cultura popular. No Rio Grande do Norte, sobressaem Luís da Câmara Cascudo, considerado o maior folclorista brasileiro, Veríssimo de Melo, pesquisador e defensor das tradições populares, e Deífilo Gurgel, escritor e folclorista que dedicou sua vida à preservação do patrimônio cultural potiguar.
Celebrar a Cultura Nordestina é também homenagear esses mestres, que compreenderam que um povo só preserva sua identidade quando conhece, valoriza e transmite sua própria história. É reconhecer a contribuição decisiva do Nordeste para a formação da cultura, da arte e da própria alma brasileira.
Viva a cultura nordestina! Viva o povo que faz do Nordeste a alma cultural do Brasil!