Estamos vivendo a pior era do design
Se você rolar o feed das suas redes sociais agora, não vai demorar mais do que alguns segundos para tropeçar em dezenas de posts visualmente idênticos. Imagens plastificadas, excesso de elementos sem sentido, composições confusas e uma total ausência de alma.
Posso afirmar sem medo: estamos vivendo a pior era do design. O motivo? A epidemia do uso raso da Inteligência Artificial. O que deveria ser uma ferramenta de expansão criativa virou uma máquina de poluição visual máxima. O resultado é um feed onde nada convida à leitura, todo mundo soa igual e as marcas perdem completamente a sua personalidade.
Mas, para muita gente, isso não importa. O que vale é “estar na moda”. Bater no peito e dizer que o post foi “feito com IA” virou um selo de inovação, mesmo que o resultado final afaste o público.
A dura verdade que precisa ser dita é: gerar uma arte feia, genérica e sem critério não é usar Inteligência Artificial. É apenas terceirizar a própria falta de repertório e de estratégia.
A IA não tem bom senso estético. Ela não entende o seu público. Ela não sabe o que converte ou o que comunica a essência da sua marca. Quem tem que saber isso é você.
Se o objetivo é estar à frente no mercado, a minha sugestão é simples: pare de brincar de gerar imagem esquisita só para seguir a manada. Vá estudar o uso real da IA. Entenda como ela pode otimizar processos, analisar dados, refinar ideias e gerar resultados comerciais de verdade.
O design sempre existiu para resolver problemas e facilitar a comunicação. Se a sua arte gerada por IA só cria ruído e poluição visual, você não está inovando. Você está apenas fazendo errado.