Hoje o marketing é ainda mais essencial. Não para vender mais amanhã, mas para fazer a empresa ser diferente de todas as outras. Repare que eu falei em empresas e marcas. Não foi por acaso. Poucas empresas se preocupam em virar marcas desejadas. E essa conta vai chegar.
A gente não compra só porque uma empresa está aberta. A gente compra porque determinada marca tem valor. É isso que faz o cliente voltar, indicar e aceitar pagar mais. É isso que transforma um negócio em referência de mercado.
Uma empresa, todo mundo pode abrir. Uma marca forte, poucos conseguem ter.
Por isso o posicionamento não pode ser deixado para depois. É preciso decidir quem a marca é, para quem ela fala e qual imagem quer deixar na cabeça das pessoas. Depois, é preciso sustentar essa escolha todos os dias. Isso exige tempo, organização e investimento. Não existe atalho.
O que vemos hoje é outra coisa. Uma corrida desesperada para fazer uma publicação. Qualquer uma. Muitas vezes sem sentido, só para seguir a tendência da semana ou para não passar o dia em branco.
Só que publicar sem estratégia e sem conteúdo certo atrapalha mais do que ajuda. Em vez de gerar desejo, gera ruído. A marca aparece, mas não marca ninguém.
Essa semana eu vi uma publicação que resume bem os tempos de hoje. Estava escrito mais ou menos assim: “contratei um especialista para fazer exatamente o que eu quero”.
Parece inofensivo, mas talvez esteja aí um dos maiores erros das empresas atualmente. Se você já sabe exatamente o que quer, o que foi que você contratou? Um especialista traz o que você não enxerga. Ele questiona, aponta caminhos e diz “não” quando precisa. Quando o dono decide tudo e o profissional só executa, ele deixa de ser especialista e vira operador.
Ninguém conhece o negócio melhor do que quem o construiu. Isso é verdade. Mas conhecer o negócio não é o mesmo que conhecer o mercado, o comportamento do consumidor e o jeito certo de construir valor de marca. São habilidades diferentes. O dono cuida da visão. O especialista cuida do caminho. Quando um tenta fazer o papel do outro, o resultado aparece nas redes: publicações soltas, sem direção e sem memória.
Marca forte não nasce de sorte nem de volume. Nasce de decisão, de coerência e de confiança em quem entende do assunto. Num mercado em que todo mundo vende o mesmo produto, quem tem marca cobra mais, fideliza mais e dura mais. Quem tem só empresa disputa preço.
A escolha é de cada um. Mas a conta, cedo ou tarde, chega para todos.
Entre as propostas apresentadas por Flávio Bolsonaro (PL) no horário eleitoral desta sexta-feira (9), uma chamou particularmente a atenção: a criação do Ministério da Prosperidade. A iniciativa apresenta um conceito de política social centrado não apenas na assistência às famílias, mas também na qualificação profissional, no empreendedorismo, no acesso ao crédito e na geração de oportunidades de trabalho e renda.
A proposta busca associar os programas de transferência de renda a mecanismos de autonomia econômica. Nesse contexto, Flávio anunciou também a intenção de transformar a Caixa Econômica Federal em um Banco da Prosperidade, com foco na ampliação do crédito e na orientação financeira, especialmente para a população de menor renda.
O candidato prometeu ainda manter e reajustar o Bolsa Família, permitindo que os beneficiários continuem recebendo o auxílio mesmo após conseguirem emprego.
O elemento de inovação apresentado está na concepção de uma estrutura ministerial dedicada à prosperidade econômica das famílias, reunindo políticas de assistência, capacitação e empreendedorismo. Embora essas iniciativas já existam em diferentes áreas da administração pública, a proposta prevê articulá-las sob uma mesma orientação. Ainda faltam detalhes sobre a estrutura, o orçamento e o funcionamento da nova pasta, elementos necessários para compreender como o projeto seria colocado em prática.
A mudança de discurso é evidente: sai do centro do debate a lógica do aumento de impostos e entra a promessa de prosperidade, geração de riqueza e autonomia financeira. Mas a verdadeira mudança de postura não se mede pelo nome de um ministério. Mede-se pela capacidade de transformar promessas em resultados.
A inflação brasileira voltou a preocupar. O IPCA de setembro, divulgado nesta sexta-feira (9) pelo IBGE, registrou alta de 0,82%, o maior resultado para o mês desde 2021. Em 12 meses, a inflação acumulada chegou a 4,58%, ultrapassando o teto de 4,5% estabelecido para a meta inflacionária.
O aumento foi puxado principalmente pela energia elétrica, que subiu expressivos 7,98%. Alimentação e bebidas avançaram 0,83%, enquanto os transportes registraram alta de 0,89%. Todos os nove grupos pesquisados apresentaram elevação de preços.
A carestia dos alimentos, aliás, continua sendo uma das maiores reclamações dos brasileiros, de Norte a Sul do país. Nos supermercados, nas feiras livres e nos pequenos comércios, o consumidor sente diariamente o peso dos preços sobre o orçamento doméstico. Uma realidade que os índices oficiais nem sempre conseguem traduzir na dimensão percebida pelas famílias.
O resultado acende um sinal de alerta para a economia e, sobretudo, para o orçamento familiar. A inflação pode ser medida em percentuais, mas é no bolso e na mesa do brasileiro que seus efeitos são mais sentidos.
O diretório estadual do Partido Liberal (PL) no Rio Grande do Norte definiu, nesta sexta-feira (9), sua posição para o segundo turno da eleição estadual. A decisão estabelece duas possibilidades: apoiar Allyson Bezerra ou permanecer neutro. O apoio a Cadu Xavier está descartado. Na prática, a deliberação estabelece os limites da atuação política do partido nesta segunda etapa da disputa. A definição entre apoio formal e neutralidade ainda dependerá dos próximos encaminhamentos da legenda.
Um artigo sobre democracia, alternância de poder e a necessidade de renovar a política.
Publicado originalmente na Tribuna do Norte, o artigo “Há um sentimento de mudança no ar” apresenta uma reflexão sobre o ambiente político brasileiro, o desgaste das práticas tradicionais e a importância da alternância de poder como princípio fundamental da democracia.
O texto defende que mudar não significa simplesmente substituir governantes, mas reconhecer que nenhum projeto político é permanente e que o verdadeiro compromisso de quem exerce o poder deve ser com a sociedade, e não com sua própria continuidade.
Em um momento em que o país discute seus caminhos e suas escolhas, considero oportuno resgatar essa reflexão. Afinal, a democracia se fortalece quando o cidadão questiona, cobra resultados e compreende que o poder pertence ao povo.
Os três levantamentos Datafolha divulgados em outubro registram mudanças nos percentuais de intenção de voto dos candidatos à Presidência da República. No dia 1º, Lula aparecia com 45% dos votos válidos, contra 40% de Flávio Bolsonaro. Na pesquisa de 3 de outubro, Lula manteve os 45%, enquanto Flávio passou para 42%.
Já no levantamento divulgado nesta quinta-feira (8), o primeiro realizado após o primeiro turno, Flávio Bolsonaro registrou 52% dos votos válidos, contra 48% de Lula. A diferença ficou no limite da margem de erro de dois pontos percentuais.
É importante observar que os dois primeiros levantamentos consideravam a disputa de primeiro turno, com vários candidatos, enquanto o último apresenta exclusivamente o cenário de segundo turno. Portanto, as diferenças entre os percentuais não podem ser interpretadas integralmente como ganho ou perda de eleitores, uma vez que a composição da disputa mudou.
“SER REFORMISTA É FAZER DA INQUIETAÇÃO UMA FORÇA TRANSFORMADORA, TER CORAGEM PARA QUESTIONAR CERTEZAS E DISPOSIÇÃO PARA MUDAR SEM RENUNCIAR AOS PRINCÍPIOS. É COMPREENDER QUE EVOLUIR NÃO SIGNIFICA ROMPER COM TUDO, MAS RECONHECER O QUE PRECISA SER PRESERVADO, TRANSFORMAR O QUE SE TORNOU ULTRAPASSADO E JAMAIS PERMITIR QUE A ACOMODAÇÃO SEJA UM OBSTÁCULO AO PROGRESSO.”FdaR
Datafolha: Flávio tem 52% e Lula 48% dos votos válidos.
Pesquisa Datafolha divulgada no início da noite desta quinta-feira (8) aponta Flávio Bolsonaro (PL) com 52% dos votos válidos para o segundo turno da eleição presidencial, contra 48% do presidente Lula (PT). Considerando os votos totais, Flávio registra 49% e Lula, 45%. Brancos e nulos somam 5%, enquanto 1% dos entrevistados está indeciso. A diferença está no limite da margem de erro de dois pontos percentuais.
Na rejeição, Lula registra 46% dos eleitores que afirmam não votar nele de maneira alguma, enquanto Flávio Bolsonaro apresenta 43%. Outros 3% rejeitam ambos os candidatos e 8% não rejeitam nenhum deles.
A pesquisa também revela que 49% dos brasileiros desaprovam o governo Lula, enquanto 48% aprovam. Na avaliação da administração federal, 40% consideram o governo ruim ou péssimo, 35% ótimo ou bom e 24% regular.
Encomendado pela Folha de S.Paulo e pela TV Globo, o levantamento ouviu 2.520 eleitores, tem margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no TSE sob o número BR-02949/2026.
PL reúne bancadas e lideranças para discutir o segundo turno no RN
O diretório estadual do Partido Liberal (PL) no Rio Grande do Norte definiu, nesta sexta-feira (9), sua posição para o segundo turno da eleição estadual. A decisão estabelece duas possibilidades: apoiar Allyson Bezerra ou permanecer neutro. O apoio a Cadu Xavier está descartado.
O PL reúne nesta sexta-feira (9), ao meio-dia, durante almoço no restaurante La Brasserie de La Mer, no Hotel Majestic, em Ponta Negra, suas principais lideranças para avaliar os resultados do primeiro turno e definir a atuação do partido na segunda etapa das eleições. O encontro será conduzido pelo senador Rogério Marinho, presidente estadual da legenda.
Estão previstas as presenças do Coronel Hélio, do ex-prefeito Álvaro Dias, dos deputados federais eleitos Nina Souza, General Girão e Sargento Gonçalves, além dos deputados estaduais eleitos Coronel Azevedo, Dr. Kerginaldo, Tomba Farias, Gustavo Carvalho, Luiz Eduardo, Adjuto Dias e Camila Araújo, entre candidatos e outras lideranças.
Na pauta, o posicionamento político do PL, a articulação das bancadas e a definição das estratégias da legenda para o segundo turno no Rio Grande do Norte.
Lula muda programação em Natal e escolhe o Alecrim para mobilização eleitoral
O presidente Lula estará em Natal neste sábado (10) para participar de uma mobilização eleitoral ao lado de Cadu Xavier, candidato do PT ao Governo do Rio Grande do Norte. A programação foi alterada e o evento, inicialmente previsto para a Zona Norte, foi transferido para o Alecrim, com concentração às 8h e passeata a partir das 10h.
A escolha do Alecrim chama a atenção. Trata-se de um dos bairros mais tradicionais, movimentados e populares de Natal, com intensa circulação de pessoas, especialmente aos sábados, quando acontece a tradicional feira livre.
Do ponto de vista da estratégia eleitoral, a mudança permite aproveitar um público que já frequenta naturalmente o bairro, independentemente de qualquer convocação política. Em pleno sábado de feira, o Alecrim oferece um cenário de grande movimentação, reduzindo potencialmente a necessidade de uma mobilização organizada para reunir pessoas no percurso do evento.
A escolha do local, portanto, pode representar uma estratégia para ampliar a visibilidade da visita presidencial, aproveitando o movimento espontâneo de um dos principais centros comerciais da capital.
Zanin nega recurso de Paes e abre caminho para eleição de Douglas Ruas no 1º turno no RJ
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou nesta quinta-feira (8) o pedido da coligação de Eduardo Paes (PSD) para suspender a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que anulou os 274.411 votos recebidos por Anthony Garotinho (Republicanos) na eleição para o Governo do Rio de Janeiro.
O TSE decidiu, por cinco votos a dois, excluir os votos de Garotinho da totalização, o que permite a Douglas Ruas (PL), que havia obtido 49,27% dos votos válidos, ultrapassar a marca de 50% e ser declarado eleito ainda no primeiro turno, sem a necessidade de uma segunda votação.
Zanin justificou que o STF não pode intervir neste momento porque ainda não foram esgotadas as possibilidades de recurso no próprio TSE. A decisão não analisou o mérito da controvérsia.
Com isso, o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro poderá realizar a retotalização dos votos neste sábado (10), procedimento necessário para oficializar o resultado. Eduardo Paes defendia a realização do segundo turno, argumentando que a anulação dos votos de Garotinho não deveria alterar a vontade manifestada pelos eleitores nas urnas.
Pílulas
A Polícia Rodoviária Federal iniciou nesta sexta-feira uma operação especial de fiscalização nas rodovias federais, em razão do feriado prolongado de 12 de outubro.
O mercado financeiro brasileiro encerrou esta quinta-feira (8) com a Bolsa de Valores em alta e leve valorização do dólar e do euro. O Ibovespa, principal índice da B3, avançou 0,94%, fechando aos 206.220 pontos. Já o dólar comercial registrou alta de 0,27%, cotado a R$ 5,02, enquanto o euro subiu 0,41%, encerrando o pregão a R$ 5,63.
O escritor e psiquiatra Augusto Cury (Avante), terceiro colocado na disputa presidencial, anunciou nesta quinta-feira (8) apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno contra o presidente Lula (PT). Cury conquistou 3,4 milhões de votos no primeiro turno, o equivalente a 2,89% dos votos válidos.
A propaganda eleitoral gratuita para o segundo turno das eleições começa nesta sexta-feira (9) e segue até 23 de outubro. No rádio, os programas serão exibidos às 7h e às 12h. Na televisão, às 13h e às 20h30, de segunda a sábado.
Cada bloco terá 20 minutos de duração, sendo dez minutos para os candidatos à Presidência, Lula e Flávio Bolsonaro, e dez minutos para os candidatos ao Governo do Estado, Allyson Bezerra e Cadu Xavier. O tempo será dividido igualmente entre os concorrentes, com cinco minutos para cada candidato em cada bloco. Também haverá inserções ao longo da programação.
O petróleo Brent ultrapassou os 103 dólares por barril nesta quinta-feira, impulsionado pelas tensões no Oriente Médio e pelas preocupações com o abastecimento mundial. A alta favoreceu ações de empresas petrolíferas, mas também aumentou os temores de pressão sobre a inflação e os preços dos combustíveis
Aniversariantes
Parabéns aos aniversariantes desta sexta-feira, 09 de outubro: Moacir Pinheiro, Clara Bezerra, Adriano Gurgel de Sá, Ana Fábia Rocha, Percy Luiz Leite, Silvia Bezerra Motta, Ivan Costa, João Lourenço, Nina Alves, Adomiro Cordeiro Jr., Ângela Pinto, Mézia Araujo, Naelson Miranda, Fran Sousa
Manchetes
Folha de S.Paulo – Flávio tem 52% e Lula, 48% dos votos válidos no 2º turno, diz Datafolha
O Globo – TSE confirma vitória, e Ruas quer ‘evitar erros das UPPs’
O Estado de S. Paulo – Lula tenta ligar Flávio a corte de benefícios; senador fala em reajuste
Tribuna do Norte – 3R Potiguar solicita licenças para instalar 30 pocos de petróleo no RN
Efemérides – Hoje é...
Dia dos Correios – Dia do Atletismo – Dia do Açougueiro – Dia da Cerveja e Pizza – Dia de Prevenção de Incêndios – Dia do Profissional de Consórcio – Dia da Sobremesa
◆ PODERDATA/AYA: FLÁVIO TEM 53% E LULA 47% DOS VOTOS VÁLIDOS NO SEGUNDO TURNO – Pesquisa PoderData/Aya, divulgada nesta quinta-feira (8), aponta o senador Flávio Bolsonaro (PL) com 53% das intenções de voto, contra 47% do presidente Lula (PT), considerando apenas os votos válidos. A diferença é de seis pontos percentuais. No levantamento que considera o total de entrevistados, Flávio aparece com 49% e Lula com 44%. Outros 5% declararam voto branco ou nulo, enquanto 2% não souberam ou preferiram não responder.
A pesquisa ouviu 3 mil eleitores, por telefone, em 705 municípios brasileiros, entre os dias 5 e 7 de outubro. A margem de erro é de 1,8 ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi contratado e financiado com recursos do próprio instituto PoderData e registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-08134/2026.
Os resultados foram divulgados pelo PoderData e publicados em veículos como CNN Brasil, SBT News e Gazeta do Povo. Trata-se de um retrato das intenções de voto no início do segundo turno, marcado para 25 de outubro, e não de uma previsão definitiva do resultado eleitoral.
O segundo turno das eleições presidencial e estaduais movimenta os bastidores, intensifica o debate político e coloca em evidência pesquisas, estratégias e alianças. Aqui no FOCO, acompanhamos os principais acontecimentos, analisamos os movimentos dos candidatos e destacamos o que realmente importa nesta reta decisiva da disputa pelo voto dos brasileiros.
➤ Segundo reportagem do jornal O Globo, o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que, se eleito, pretende acabar com a reeleição presidencial e defende que a mudança já seja aplicada ao seu próprio mandato, impedindo uma nova candidatura em 2030. A proposta exige uma alteração na Constituição e depende da aprovação do Congresso Nacional.
➤ Pesquisa PoderData/Aya divulgada nesta quinta-feira (8) aponta Flávio Bolsonaro (PL) com 53% dos votos válidos, contra 47% de Lula (PT), no segundo turno presidencial. O levantamento ouviu 3 mil eleitores e tem margem de erro de 1,8 ponto percentual.
➤ O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve decidir nesta quinta-feira (8) pela anulação dos votos de Anthony Garotinho, resultado que pode garantir a vitória de Douglas Ruas (PL) no primeiro turno da eleição para o governo do Rio de Janeiro, sem necessidade de enfrentar Eduardo Paes (PSD) em segundo turno.
➤ O ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, estaria negociando entrevistas com a Record e a Globo para apresentar sua versão sobre as investigações envolvendo o banco. A preferência seria por uma conversa com Roberto Cabrini, da Record. Uma eventual entrevista dentro do presídio dependerá de autorização judicial.
➤ O Instituto Datafolha divulga nesta quinta-feira (8) a primeira pesquisa de intenção de voto para o segundo turno da eleição presidencial entre Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL). O levantamento ouviu 2.520 eleitores, tem margem de erro de dois pontos percentuais e mostrará o cenário da disputa após o primeiro turno. O horário da divulgação ainda não foi confirmado.
➤ A campanha de reeleição do presidente Lula completa três dias de crise interna, segundo reportagem da Folha de S.Paulo. Insatisfeito com o desempenho no primeiro turno, Lula criticou publicamente a desorganização da campanha, comandada por Edinho Silva, presidente do PT.
➤ A Federação dos Municípios do Rio Grande do Norte (Femurn) cobra do Governo do Estado o pagamento de R$ 253 milhões em repasses atrasados às prefeituras, referentes a parcelas de ICMS, IPVA e Fundeb. A retenção desses recursos compromete o planejamento financeiro dos municípios e aumenta a pressão sobre a gestão estadual para regularizar os pagamentos.
➤ Como destaca o Blog do Jener, nas eleições presidenciais brasileiras, desde 1989, nunca houve uma virada no segundo turno. Em todas as disputas, o candidato que venceu o primeiro turno também saiu vitorioso no segundo. Resta saber se a eleição de 2026 manterá essa tradição histórica.
A história eleitoral brasileira registra um dado relevante para o segundo turno de 2026: desde a redemocratização, nunca houve uma virada numa eleição presidencial. Em todas as disputas que chegaram à segunda rodada, o candidato mais votado no primeiro turno terminou eleito presidente.
A sequência começou em 1989, quando Fernando Collor chegou à frente de Lula e confirmou a vitória no segundo turno. Repetiu-se com Lula em 2002 e 2006, Dilma Rousseff em 2010 e 2014, Jair Bolsonaro em 2018 e Lula em 2022. Em 1994 e 1998 não houve segundo turno: Fernando Henrique Cardoso venceu diretamente na primeira votação.
Agora, em 2026, o dado ganha atenção especial. Flávio Bolsonaro terminou o primeiro turno na liderança, com 47,03% dos votos válidos (56,1 milhões), contra 45,16% (53,9 milhões) de Lula, segundo o TSE. A diferença foi de aproximadamente 2,23 milhões de votos.
Mas história não é regra eleitoral nem previsão de resultado. O segundo turno é juridicamente uma nova eleição: os votos do primeiro não são transferidos ou computados na segunda votação. Vence quem obtiver a maioria dos votos válidos. Portanto, o retrospecto mostra uma regularidade de sete eleições presidenciais decididas em segundo turno. não uma impossibilidade de virada.
Até hoje, quem largou na frente chegou na frente. Em 2026, saberemos se a escrita será mantida ou se o Brasil terá a primeira virada presidencial de sua história sob o sistema de dois turnos.
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