Pesquisa Gerp aponta Flávio com 55% e Lula com 45% dos votos válidos no segundo turno

INSS: Discurso político e direitos negados

Em ano eleitoral, os discursos sobre proteção social se multiplicam. Fala-se em cuidado com os mais pobres, eficiência e compromisso com o povo. Mas há uma pergunta que não pode ser silenciada: de que vale um discurso bonito quando a realidade de quem mais precisa continua tão dura?

Na minha atuação como advogada previdenciarista, vejo pessoas idosas, pessoas com deficiência e trabalhadores adoecidos enfrentarem uma verdadeira peregrinação para conseguir ou manter benefícios essenciais à sobrevivência.

São pessoas que precisam comprovar repetidamente suas condições, enfrentar exigências burocráticas e lidar com negativas que, muitas vezes, as obrigam a buscar a Justiça para tentar obter direitos previstos em lei. Enquanto isso, faltam recursos para alimentação, medicamentos e despesas básicas.

É preciso confrontar o discurso oficial com a vida real. Reduzir filas ou anunciar resultados não significa, necessariamente, que todos aqueles que têm direito estejam recebendo a proteção devida.

O que se anuncia nos palanques precisa resistir ao teste da realidade. Se o Governo Federal afirma proteger os mais vulneráveis, precisa olhar também para aqueles que continuam desamparados diante das dificuldades de acesso aos benefícios.

Não se trata de negar a importância da fiscalização ou do combate às fraudes. Trata-se de não permitir que pessoas honestas, que realmente precisam do amparo estatal, sejam tratadas com desconfiança ou submetidas a obstáculos desproporcionais.

Como advogada previdenciarista, não posso naturalizar essa realidade. Conheço o sofrimento por trás de cada pedido e sei que, para muitas famílias, um benefício não representa conforto: representa comida na mesa e dignidade.

Direito social não é favor. Dignidade não é propaganda eleitoral. E promessa alguma substitui o direito que não chega a quem precisa.

As notinhas desta terça-feira

Screenshot

TODO MUNDO POSTA. POUCA GENTE RESPONDE.

Tem empresa que não passa um dia sem publicar alguma coisa nas redes sociais. Entra em trend, faz dancinha, posta frases, produz Reels e mantém o calendário editorial em dia. O problema é que, muitas vezes, tanto esforço para aparecer não se traduz em resultado.

Enquanto a empresa está preocupada com o próximo post, pode ter um cliente esperando uma resposta no direct, uma dúvida sem solução no WhatsApp ou alguém interessado em comprar que simplesmente desistiu porque ninguém respondeu.

Postar é importante. Responder é indispensável.

Rede social não é apenas uma vitrine para mostrar produtos e serviços. É também um canal de relacionamento, atendimento e venda. E não adianta investir para atrair a atenção das pessoas se, na hora em que elas demonstram interesse, a empresa não está preparada para conversar.

O excesso de publicações não compensa a falta de atenção. Estar presente todos os dias não significa, necessariamente, estar fazendo um bom trabalho de comunicação.

Antes de pensar no próximo conteúdo, talvez seja hora de olhar para as mensagens que ficaram para trás.

Porque, no fim das contas, a empresa pode até ganhar curtidas com o que publica. Mas pode perder vendas pelo que deixa de responder.

Na comunicação, não basta aparecer. É preciso estar disponível.

Moraes autoriza Flávio a visitar o pai, Bolsonaro, mas mantém restrições políticas

Meta quer que a IA decida onde seu anúncio deve aparecer

A Meta deu mais um passo na publicidade com inteligência artificial. E não é só para criar peças mais rápido.

Na Advertising Week New York 2026, a empresa mostrou novas ferramentas para ajudar anunciantes a enxergar oportunidades, orientar campanhas e encontrar quem tem mais chance de comprar, preencher um cadastro ou entrar em contato.

Menos clique, mais decisão da máquina

Antes, público, segmentação e verba passavam pela mão de quem opera a mídia. Agora, cada vez mais, o sistema analisa os dados e decide. Isso muda o jogo. O trabalho sai do detalhe técnico e vai para o que importa: estratégia, ideia e leitura de negócio.

Não é só a Meta

O evento reuniu mais de 1.300 palestrantes e 500 sessões em quatro dias. E coloca IA, agentes e automação entre as tecnologias que estão remodelando a publicidade. Quando um assunto toma conta de uma agenda desse tamanho, não é modinha. É direção de mercado.

O que fazer agora

A máquina encontra o público, mas não sabe o que a sua marca tem de único. Não entende o momento da empresa nem o tom certo da conversa. Minha dica é simples: teste, acompanhe os resultados e mantenha o olhar crítico. A tecnologia faz a entrega. A inteligência de verdade ainda é humana.

As notinhas desta segunda-feira

Pesquisa Seta 2º turno: Allyson tem 14,4 pontos de vantagem nos votos válidos sobre Cadu

Pesquisa IPESPE aponta Flávio Bolsonaro com 52,7% e Lula com 47,3% dos votos válidos no 2º turno 

Não é apenas uma eleição. É um julgamento político.