Ser nordestino é carregar na alma a força de uma história construída com coragem, trabalho, criatividade e resistência. É pertencer a uma terra de riquezas culturais extraordinárias, de tradições que atravessam gerações e de um povo que aprendeu a transformar desafios em oportunidades.
O Nordeste é muito mais do que suas paisagens, suas praias, seu sertão e suas belezas naturais. É terra de inteligência, talento, empreendedorismo, ciência, arte e cultura. É berço de escritores, músicos, artistas, professores, trabalhadores e de tantos brasileiros que ajudaram e continuam ajudando a construir este país.
O nordestino tem identidade própria, sotaque que não esconde, raízes que não abandona e uma capacidade admirável de preservar suas tradições enquanto acompanha as transformações do mundo.
Nossa história não se resume às dificuldades que enfrentamos, mas às conquistas que acumulamos. Somos um povo que produz, pensa, cria, realiza e contribui decisivamente para o desenvolvimento do Brasil.
Neste 8 de outubro, Dia do Nordestino, nossa homenagem a todos os que nasceram nesta terra e aos que escolheram o Nordeste para viver e construir suas histórias.
Que nunca nos faltem o orgulho das nossas origens, o respeito à nossa identidade e a determinação de continuar fazendo do Nordeste uma terra de oportunidades.
Viva o Nordeste! Viva o povo nordestino! Um povo que não precisa ser maior do que ninguém para ter orgulho de ser quem é.
“A DIFERENÇA FUNDAMENTAL ENTRE DIREITA E ESQUERDA É QUE A DIREITA ACREDITA CEGAMENTE EM TUDO QUE LHE ENSINARAM, E A ESQUERDA ACREDITA CEGAMENTE EM TUDO QUE ENSINA.MILLÔR FERNANDES
“Uma cidade moderna não pode ter como projeto de mobilidade uma sucessão interminável de quebra-molas.Em vez de gestão, lombada. Em vez de fiscalização, lombada. Em vez de tecnologia, engenharia de tráfego e planejamento, lombada.A mediocridade urbana tá imperando em Natal.”
Mudar a Constituição
Flávio Bolsonaro anunciou que pretende aproveitar a nova composição do Congresso Nacional para promover mudanças na Constituição. Entre as propostas estão uma reforma do Judiciário, com alterações no funcionamento do STF e nas decisões individuais dos ministros; a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos; o fim da reeleição para cargos do Executivo; e a revisão de pontos da reforma tributária, especialmente a tributação sobre o consumo.
Flávio afirma que as mudanças serão feitas por meio de emendas constitucionais, respeitando o Congresso e os procedimentos democráticos.Também prometeu não disputar a reeleição, caso chegue à Presidência.
O assunto é politicamente explosivo, sobretudo pela referência à reforma do Judiciário e pela declaração anterior de que pretende mudar a Constituição para “redemocratizar o país”.
E fica o alerta:a campanha de Lula, que ataca tudo e todos o tempo todo, certamente encontrará nessas declarações munição para o confronto eleitoral. Resta conferir hoje se haverá uma ofensiva baseada nas propostas efetivamente anunciadas ou em versões distorcidas delas. A conferir.
TSE decide futuro político de Deltan Dallagnol
O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) julga nesta quinta-feira (8) a elegibilidade do ex-procurador da Lava Jato Deltan Dallagnol (Novo), eleito senador pelo Paraná no último domingo, com 2,9 milhões de votos.
A decisão poderá invalidar sua votação e impedir sua posse. O processo envolve a Lei da Ficha Limpa, que fundamentou a cassação de seu mandato de deputado federal em 2023. Embora o TRE do Paraná tenha autorizado sua candidatura, a decisão foi contestada e caberá ao TSE dar a palavra final.
O novo julgamento reacende as acusações de perseguição política contra Dallagnol e coloca em xeque a vontade de 2,9 milhões de eleitores paranaenses. Mais uma vez, seu futuro político será decidido nos tribunais, e não nas urnas.
Pressionado por apoio no 2º turno, Augusto Cury viaja para a Europa
Terceiro colocado na disputa presidencial, com 3,44 milhões de votos, Augusto Cury (Avante) embarcou para a Europa na segunda-feira (5), em meio às pressões para declarar apoio a Lula ou Flávio Bolsonaro no segundo turno. Segundo interlocutores, a viagem já estava programada, com retorno previsto para a próxima semana.
Inicialmente, Cury anunciou que permaneceria neutro. Nesta quarta-feira (7), porém, pediu paciência e admitiu a possibilidade de rever sua posição, após conversas e reflexões sobre as propostas que defendeu durante a campanha. Por enquanto, o escritor mantém o suspense e deixa em aberto seu posicionamento na disputa presidencial.
Bar brasileiro entre os 20 melhores do mundo
O Exímia, localizado em São Paulo, conquistou a 20ª posição no The World’s 50 Best Bars 2026, um dos mais prestigiados rankings internacionais da coquetelaria, divulgado nesta quarta-feira (7), em Milão, na Itália. O estabelecimento avançou 41 posições em relação a 2025, quando ocupava o 61º lugar.
Outro brasileiro, o Tan Tan, também de São Paulo, ficou na 35ª colocação. O grande vencedor foi o Bar Leone, de Hong Kong.
A classificação, definida por votos de cerca de 800 especialistas internacionais, reforça o reconhecimento da coquetelaria brasileira no cenário mundial e demonstra que criatividade, inovação e qualidade colocam o Brasil entre as grandes referências do setor.
Pílulas
A 29ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série A começou nesta quarta-feira (7), com seis partidas. O destaque foi a goleada do Vitória sobre a Chapecoense por 4 a 0. No clássico carioca, o Vasco venceu o Botafogo por 2 a 1, enquanto o Cruzeiro derrotou o São Paulo por 2 a 0. O Internacional bateu o Corinthians por 2 a 1, o Remo empatou com o Grêmio em 1 a 1 e o Bragantino também empatou com o Mirassol em 1 a 1.
A rodada será concluída nesta quinta-feira (8), com Santos x Flamengo, Palmeiras x Bahia, Fluminense x Coritiba e Athletico-PR x Atlético-MG.
Após a sétima derrota consecutiva, por 2 a 1 para o Internacional, o Corinthians demitiu o técnico Fernando Diniz. O time ocupa a 16ª colocação no Brasileirão, apenas um ponto acima da zona de rebaixamento.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) estará em Natal no próximo sábado, 10 de outubro, para participar de um ato de campanha ao lado de Cadu Xavier (PT), candidato ao Governo do Rio Grande do Norte no segundo turno.
A programação sofreu alterações nesta quarta-feira (7). Inicialmente previsto para às 14h, na área de lazer do Panatis, na Zona Norte, o evento foi transferido para o Centro Comercial do Alecrim, com concentração a partir das 8h e início da passeata às 10h.
A mudança foi anunciada pelo próprio Lula, em vídeo divulgado nas redes sociais da deputada federal Natália Bonavides. A mobilização deverá contar também com a presença da governadora Fátima Bezerra e de outras lideranças políticas. Até o momento, não foi divulgado o trajeto detalhado da passeata nem confirmados outros compromissos do presidente no estado.
O Republicanos anunciou oficialmente, nesta quarta-feira (7), apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL) no segundo turno da eleição presidencial contra Lula (PT). A decisão foi comunicada em Brasília pelo presidente nacional da legenda, deputado Marcos Pereira, após articulações conduzidas pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas.
O partido, que havia adotado posição de neutralidade no primeiro turno, passa a integrar o grupo de legendas que apoiam Flávio Bolsonaro, ao lado do Novo e da federação União Progressista, formada pelo União Brasil e PP.
O mercado financeiro encerrou esta quarta-feira (7) em clima de cautela. O Ibovespa recuou 0,74%, fechando aos 204.302 pontos, enquanto o dólar comercial avançou 0,72%, cotado a R$ 5,011. O euro também registrou alta de 0,16%, encerrando o dia a R$ 5,611.
A TV Globo confirmou para os dias 15 e 16 de outubro entrevistas ao vivo com os dois candidatos que disputam o segundo turno da eleição presidencial. Lula (PT) será entrevistado na quinta-feira (15) e Flávio Bolsonaro (PL), na sexta-feira (16).
As entrevistas serão conduzidas pela jornalista Renata Lo Prete, diretamente dos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, com exibição após o Jornal Nacional e transmissão simultânea pela GloboNews e pelo g1.
Aniversariantes
Parabéns aos aniversariantes desta quinta-feira, 08 de outubro: Vladimir Tinôco Cabral, Bia Pires, Pio Morquecho, Meyre Dutra, Ana Augusta de Paula, Ricardo Abreu, Fernanda Fonsêca Rocha, Ciro Pedroza, Rodrigo Emerenciano – Mução, Rosane Tavares, Luiz Lopes Filho, Galvão Filho, Karol Dantas, Maria Sousa
Manchetes
Folha de S.Paulo – Flávio Bolsonaro avalia, se eleito, pacote para cortar até R$ 250 bilhões
O Globo – Eleição amplia incerteza sobre implementação da Reforma Tributária
O Estado de S. Paulo – Flávio mira maioridade penal e judiciário; PT tenta apressar PEC da escala 6×1
Tribuna do Norte –
Efemérides – Hoje é...
Dia do Nordestino – Dia do Direito à Vida – Dia da Visão – Dia do Nascituro Brasileiro
A FIERN colocou na mesa uma proposta de peso para assumir a gestão do histórico Colégio Atheneu: mil vagas gratuitas e R$ 16 milhões em investimentos na recuperação da estrutura e em equipamentos. O projeto prevê educação básica e profissional, EJA, cursos do SENAI e formação de professores da rede estadual. Em contrapartida, a Federação considera necessária uma cessão mínima de 20 anos.
O presidente da FIERN, Roberto Serquiz, confirmou que as negociações estão em andamento e demonstrou expectativa de que a cessão do prédio seja concluída ainda este ano. Segundo ele, a localização central do Atheneu favorece justamente o atendimento de pessoas que precisam de qualificação e de oportunidades de acesso ao mercado de trabalho.
Se concretizada, a parceria pode dar ao quase bicentenário Atheneu uma nova dimensão: preservar sua história e, ao mesmo tempo, transformá-lo em centro de formação profissional e tecnológica. A proposta está agora nas mãos do Governo do Estado.
O advogado Gutemberg Natal Tinôco enviou ao blog uma reflexão sobre um dos temas que marcaram o recente processo eleitoral: a crescente insatisfação de parcela da sociedade com a atuação do Judiciário e, particularmente, com decisões de ministros do Supremo Tribunal Federal.
Em seu artigo, Gutemberg chama atenção para um aspecto que considera especialmente relevante: em vez de levar a indignação para as ruas, o eleitor teria utilizado o instrumento mais legítimo de uma democracia – o voto – para cobrar do Senado o exercício de suas atribuições constitucionais.
É uma análise contundente sobre instituições, responsabilidade política e, sobretudo, sobre o recado dado pelas urnas. Publicamos a seguir, na íntegra, a opinião do advogado.
As urnas e a rua
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Raposa política de faro extraordinário o presidente percebeu a indignação popular com o comportamento de parte do Judiciário e fez críticas pesadas, mas genéricas, a ministros do Supremo logo na inauguração de sua campanha ao segundo turno.
Se até ele, visto por significativa parte da população como beneficiário de decisões criticadas investe contra, imagine o cidadão comum e de bem.
Com alegria observei um fato extraordinário em nossa combalida democracia: o povo deu um voto para reparar o mecanismo institucional a quem a constituição definiu com o dever e o poder de agir para coibir esses tipos de excesso e de abusos e que não estava funcionando: o Senado.
O eleitorado estava consciente de que medida pacífica, legítima, legal e democrática seria apropriada para trocar os mecânicos, ou senadores, omissos no conserto
Isso renova alguma esperança de maturidade política no Brasil. Eu mesmo me perguntava quando seria estopim de uma revolta popular diante dos escândalos sucessivos não investigados na mais importante instituição da República.
O povo não foi à rua, foi às urnas. E é para isso que urnas existem, para falar com ordem antes que a desordem fale nas ruas.
O segundo turno mal começou e a campanha presidencial já mergulha numa estratégia perigosíssima: transformar o medo em instrumento de conquista do voto.
A primeira história espalhada é a de que Flávio Bolsonaro acabará com o Bolsa Família. A acusação circula especialmente onde ela pode provocar mais temor: entre as famílias que dependem do benefício. Só há um problema elementar: Flávio declarou publicamente que manterá o Bolsa Família e até o reajuste anunciado pelo governo Lula.
Pode-se desconfiar da promessa. Pode-se cobrar garantias. Pode-se confrontar o candidato. O que não se pode é transformar uma declaração de manutenção do programa em seu exato contrário e vendê-la ao eleitor como verdade.
Agora aparecem outras duas acusações igualmente graves.
A primeira é que Flávio Bolsonaro quer o brasileiro trabalhando sete dias por semana. A própria primeira-dama Janja colocou essa afirmação em circulação. Flávio critica a proposta do governo para o fim da escala 6x, sobretudo nesse momento de disputa eleitoral, e defende maior flexibilidade e negociação nas relações de trabalho. Isso é fato e deve ser debatido. Mas daí a afirmar que ele quer obrigar o brasileiro a trabalhar sete dias por semana existe uma distância que precisa ser preenchida com provas, não com propaganda.
A segunda é ainda mais assustadora para milhões de famílias: “Flávio Bolsonaro vai acabar com o Farmácia Popular.”Janja também fez essa afirmação. O programa não aparece especificamente no plano de governo do candidato – ausência que pode e deve ser questionada. Mas ausência não é anúncio de extinção. Não existe proposta de Flávio determinando o fim do Farmácia Popular, parece apenas uma mentira, mais uma.
É assim que uma eleição começa a ser envenenada: uma mentira vira certeza, uma interpretação vira fato e o medo vira método eleitoral.
A campanha de Lula adotou uma estratégia baseada na advertência de que programas sociais estariam ameaçados numa eventual vitória do adversário. Quando a acusação ultrapassa aquilo que os fatos demonstram, deixa de ser debate político e entra no terreno da desinformação.
E o brasileiro precisa estar especialmente atento a isso.
Não se pode brincar com o medo de quem precisa do Bolsa Família para colocar comida dentro de casa. Não se pode brincar com o medo de quem depende do Farmácia Popular para conseguir seus medicamentos. Não se pode dizer ao trabalhador que alguém pretende obrigá-lo a trabalhar sete dias por semana sem apresentar a proposta que sustente uma acusação tão grave.
Isso não é um detalhe de campanha. É mexer deliberadamente com as maiores vulnerabilidades das pessoas para influenciar seu voto.
O eleitor brasileiro merece respeito. Merece conhecer aquilo que Lula realmente propõe e aquilo que Flávio realmente propõe. E depois decidir livremente quem merece governar o país.
O que não merece é ser empurrado para uma decisão pelo medo.
O segundo turno precisa ser uma disputa entre projetos, propostas e biografias – não uma usina de acusações apresentadas como fatos sem a correspondente prova.
Porque, quando a verdade deixa de ser um limite para conquistar votos, a primeira vítima é o eleitor. E a segunda é a própria democracia.
Convenhamos, a politica brasileira é uma vergonha, né não?
“SE UMA BOA CAMPANHA NEM SEMPRE PODE GARANTIR A VITÓRIA, FUGIR DAS REGRAS DE COMUNICAÇÃO POLÍTICA, EM CONTRAPARTIDA, SEMPRE PRODUZ EFEITOS NEGATIVOS”JACQUES SÉGUÉLA
A cidade das lombadas
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E, aos poucos, Natal vai virando uma cidade de lombadas. Elas se espalham pelas ruas e avenidas como a confissão física da incapacidade de organizar, fiscalizar e fazer funcionar o trânsito pelos meios normais de uma cidade civilizada.
Já apareceram na Avenida Deodoro da Fonseca, próximo à descida para o Baldo. Duas foram instaladas na Avenida Jaguarari, no Barro Vermelho. Outra surgiu na Avenida Beira Canal, logo depois da Régulo Tinoco. Colocaram também uma na Rua Dr. Barata, na Ribeira. E a lista vai crescendo.
É uma mentalidade preocupante: quando o poder público não consegue controlar velocidade, disciplinar motoristas, fiscalizar infrações e fazer cumprir a legislação, atravessa-se um obstáculo no asfalto. Em vez de gestão, lombada. Em vez de fiscalização, lombada. Em vez de tecnologia, engenharia de tráfego e planejamento, lombada.
Natal pretende ser moderna, turística, dinâmica, uma cidade em movimento. Mas vai sendo retalhada por barreiras físicas que obrigam milhares de motoristas – sobretudo os que dirigem corretamente – a frear, passar pelo obstáculo e acelerar novamente. É a precariedade transformada em política de trânsito.
E há algo ainda mais grave por trás disso: a naturalização da solução medíocre. Aceita-se que, como alguns não respeitam as regras, todos devem ser submetidos ao obstáculo. É quase uma declaração de desistência da autoridade pública: já que não conseguimos fiscalizar, levantamos o asfalto.
Lombadas podem até ser justificáveis em situações específicas e tecnicamente demonstradas. O problema é transformá-las em resposta automática para qualquer dificuldade de trânsito. Uma cidade moderna não pode ter como projeto de mobilidade uma sucessão interminável de quebra-molas.
A mediocridade urbana também se constrói. Em Natal, pelo visto, está sendo construída alguns centímetros acima do asfalto.
Uber: cancelamentos demais
O blog tem recebido reclamações de usuários da Uber em Natal sobre cancelamentos frequentes de corridas depois de aceitas pelos motoristas. A situação, segundo os relatos, vem causando demora, transtornos e insegurança para quem depende do serviço.
Também há queixas sobre motoristas com pouco conhecimento da cidade, excessivamente dependentes do GPS até mesmo em trajetos conhecidos. Mas são os cancelamentos sucessivos que mais incomodam: o passageiro solicita, espera, acompanha a aproximação do carro e, de repente, fica sem a corrida.
A Uber precisa olhar com atenção para o que está acontecendo em Natal, verificar a frequência desses cancelamentos e esclarecer quais providências adota quando a prática se torna recorrente.
Tecnologia ajuda muito. Mas aplicativo nenhum substitui aquilo que deveria ser básico em qualquer serviço: confiabilidade e respeito ao consumidor.
A Uber deve uma explicação aos usuários de Natal.
Flávio amplia o arco de apoios
Flávio Bolsonaro começou o segundo turno ampliando rapidamente seu arco de alianças. Depois das manifestações de apoio de Romeu Zema e Michel Temer, ontem foi a vez de Ronaldo Caiado, adversário no primeiro turno, anunciar que estará com o candidato do PL.
O movimento ganhou ainda mais peso com a decisão da Federação União Progressista, formada por União Brasil e PP, de apoiar oficialmente Flávio. A decisão foi tomada por unanimidade, com fechamento de questão em favor do candidato. No primeiro turno, a federação havia optado pela neutralidade.
Flávio tenta, assim, transformar a vantagem obtida nas urnas no primeiro turno em ampliação de sua base política, reunindo antigos adversários, lideranças de centro e partidos que até então estavam fora de seu palanque.
Enquanto isso, Lula procura levar o segundo turno para o debate social, colocando o fim da escala 6×1 entre suas principais bandeiras e pressionando Flávio a se posicionar sobre o tema.
O desenho inicial das estratégias está posto: Flávio corre para ampliar alianças; Lula tenta ampliar a pauta social. A partir de agora, a questão é saber qual desses movimentos terá maior capacidade de chegar ao eleitor.
Neutralidade existe em política?
Álvaro Dias saiu das urnas com 530.580 votos e, mesmo fora do segundo turno, tornou-se uma peça importante na disputa pelo Governo do Rio Grande do Norte. Agora, defende que o PL adote uma posição de neutralidade entre Allyson Bezerra e Cadu de Lula.
Mas há uma contradição política evidente nessa posição: quem disputa uma eleição apresenta ideias, critica adversários, defende um projeto e pede ao eleitor que faça uma escolha. Quando chega o segundo turno, declarar neutralidade também produz consequências políticas.
Álvaro afirma que não apoia Allyson por considerá-lo um mau gestor e rejeita Cadu por divergências ideológicas. São razões que explicam sua decisão. Mas não eliminam uma pergunta inevitável: depois de pedir a confiança de mais de meio milhão de potiguares para governar o Estado, é razoável não dizer qual dos dois projetos restantes considera mais próximo – ou menos distante – daquele que apresentou nas urnas?
Na prática, neutralidade política não significa ausência de posicionamento. Não escolher também é uma escolha. E, numa eleição tão apertada – apenas 15.509 votos separaram Allyson e Cadu no primeiro turno – até ficar em cima do muro pode ter peso eleitoral.
Álvaro tem todo o direito de não apoiar nenhum dos dois. Mas seus 530 mil eleitores também têm o direito de perguntar: afinal, qual é o caminho?
Urnas mostram o limite da força dos prefeitos
O resultado do primeiro turno deixou uma constatação importante na política do Rio Grande do Norte: apoio de prefeito não significa, necessariamente, voto transferido para o candidato apoiado.
Às vésperas da eleição, Álvaro Dias aparecia com a maior rede de prefeitos aliados: eram 68 municípios, contra 56 de Allyson Bezerra e 43 de Cadu. Nas urnas, entretanto, Álvaro terminou em terceiro lugar, com 26,71% dos votos, e ficou fora do segundo turno.
O contraste fica ainda mais evidente quando se observa o mapa eleitoral. Cadu, que tinha a menor base de prefeitos entre os três principais candidatos, foi o mais votado em 74 municípios. Allyson venceu em 65 e Álvaro, apesar de possuir o maior número de prefeitos aliados, venceu em apenas 28.
É uma demonstração de que a força das máquinas municipais tem limites. Prefeitos ajudam na estrutura, na mobilização e na articulação política, mas não são donos dos votos de seus municípios.
O eleitor mostrou que ouve o prefeito, mas, na hora da urna, a decisão continua sendo dele.
Pílulas
PONTES SENDO CONSTRUÍDAS – A conversa de Rogério Marinho com o presidente do STF, Edson Fachin, pode ser um primeiro movimento para reduzir a temperatura entre o Supremo e a oposição. Marinho falou em normalizar as relações entre os Poderes e garantiu que não haverá “vingança”, mas avisou: diante de eventuais crimes de responsabilidade, o Senado não deverá se omitir. Diálogo, sim. Cheque em branco, não
ARQUIVADO – Gilmar Mendes arquivou a investigação contra Alfredo Gaspar, candidato a vice de Flávio Bolsonaro, por suspeita de estupro de vulnerável. A decisão acompanhou manifestação da PGR, que apontou falta de provas e contradições nos depoimentos. Uma acusação gravíssima que, às vésperas do segundo turno, sai do tabuleiro eleitoral por decisão do próprio Supremo.
DÉBORA EM CASA – Alexandre de Moraes concedeu progressão ao regime semiaberto para Débora Rodrigues dos Santos, a cabeleireira conhecida como “Débora do Batom”, mantendo-a em prisão domiciliar. A decisão reconhece o cumprimento dos requisitos legais para a progressão. Depois de um caso que se tornou símbolo das controvérsias sobre as penas do 8 de Janeiro, a Justiça começa, ainda que lentamente, a aliviar o peso da condenação.
VISITA DO FILHO – A Procuradoria-Geral da República não se opôs ao pedido de Jair Bolsonaro para receber a visita do filho Flávio Bolsonaro. Agora, a decisão está nas mãos de Alexandre de Moraes. Em meio ao segundo turno e depois de meses de restrição ao encontro entre pai e filho, a manifestação da PGR retira um importante obstáculo jurídico à visita.
O mercado financeiro brasileiro encerrou esta terça-feira (6) em ritmo de acomodação depois da forte disparada registrada na segunda-feira. O Ibovespa caiu 0,52%, aos 205.835 pontos, em um movimento de realização de lucros após a Bolsa ter avançado 7,70% no pregão anterior, na reação ao resultado do primeiro turno das eleições.
No câmbio, porém, o movimento positivo para os ativos brasileiros continuou. O dólar comercial recuou 0,52% e fechou a R$ 4,9756, consolidando-se abaixo da barreira dos R$ 5. O euro comercial também caiu, encerrando negociado a cerca de R$ 5,60.
Lionel Messi se despediu nesta terça-feira (6) da seleção argentina como talvez só os grandes gênios consigam: jogando, decidindo e emocionando. Diante de mais de 85 mil torcedores no Monumental de Núñez, em Buenos Aires, a Argentina venceu Benin por 3 a 0, com um gol e duas assistências do camisa 10.
Foram 21 anos vestindo a camisa da Argentina, 208 jogos e 126 gols. Uma trajetória que atravessou críticas, derrotas e frustrações até chegar à consagração definitiva, com duas Copas América e, sobretudo, o título mundial de 2022.
A propaganda eleitoral gratuita de Lula e Flávio Bolsonaro volta ao rádio e à televisão nesta sexta-feira, dia 9. Os dois candidatos terão tempos iguais. Flávio abre o primeiro programa e Lula aparece em seguida. A ordem será alternada nos programas seguintes.
O Datafolha divulga nesta quinta-feira sua primeira pesquisa do segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro. O levantamento ouvirá 2.520 eleitores e terá margem de erro de dois pontos percentuais.
A nova pesquisa ganha ainda mais importância depois da diferença registrada entre o último levantamento do instituto, divulgado em 3 de outubro, e o resultado das urnas. O Datafolha apontava Lula com 45% e Flávio Bolsonaro com 42%. Nas urnas, Flávio chegou a 47,03% dos votos válidos — mais de cinco pontos percentuais acima do percentual indicado pela pesquisa.
Agora, além de medir a nova correlação de forças no segundo turno, o levantamento será observado também como um teste para o próprio Datafolha.
O presidente Lula deverá desembarcar no RN neste sábado. A visita foi confirmada por Fátima Bezerra e Cadu após reunião em Brasília. A estratégia é dupla: ampliar a votação de Lula no Estado e reforçar a candidatura de Cadu ao Governo. A data ainda não foi anunciada.
Aniversariantes
Parabéns aos aniversariantes desta quarta-feira, 07 de outubro: Eider Melo de Andrade Filho, Clédina Chianca Lemos, Letícia Galvão Ferreira de Souza, Arnaldinho Pires, Pedro Siqueira, Paulo Negreiros, Karyne Rêgo, Gustavo Lamartine, Dayanne Paula Nobre, Riva Júnior, Evadio Pereira, Sandra Gomes, Joelma Oliveira
Manchetes
Folha de S.Paulo – Flávio Bolsonaro fala em mudar a Constituição para ´redemocratizar o país´
O Globo – Flávio amplia apoios e, sem detalhar, fala em ´mudar Constituição` e ´redemocratizar país´
O Estado de S. Paulo – Flávio prevê ´redemocratizar` o País e chefe de campanha do PL leva recado ao STF
Tribuna do Norte – Alcolumbre prevê primeira votação do fim da escala 6×1 antes do 2º turno
Efemérides – Hoje é...
Dia do Trabalho Decente – Dia do Compositor Brasileiro – Dia do Perdão e da Felicidade – Dia do Algodão – Dia dos Calvos – Dia da Beleza Interior
A maioria das pessoas só olha para a Previdência quando precisa dela.
O problema é que, quando a necessidade chega, algumas escolhas já não podem mais ser refeitas.
Agora imagine uma pergunta simples:
Se você precisasse do INSS hoje, seu histórico de contribuições estaria preparado para proteger você?
Muitas pessoas contribuem durante anos sem saber exatamente como essas contribuições estão registradas, se existem períodos que precisam ser corrigidos, se estão utilizando a estratégia adequada ou, principalmente, qual renda estão efetivamente construindo para o futuro.
E não é apenas sobre aposentadoria.
É sobre proteção. É sobre renda. É sobre patrimônio. É sobre escolhas.
Uma contribuição feita de determinada maneira hoje pode produzir consequências muitos anos depois. Da mesma forma, um período não reconhecido, uma informação incorreta no CNIS ou uma estratégia inadequada pode representar uma diferença significativa justamente quando você mais precisar da Previdência.
Por isso, planejamento previdenciário não deveria começar quando a aposentadoria já está batendo à porta.
Planejamento começa quando ainda existem escolhas a fazer.
Quanto mais cedo você conhece sua realidade previdenciária, mais possibilidades existem para corrigir caminhos, avaliar cenários e construir uma estratégia coerente com a vida que você pretende ter no futuro.
Porque o objetivo não é simplesmente descobrir quando você poderá se aposentar.
É saber quanto poderá receber, quais escolhas podem melhorar esse resultado e como a Previdência se encaixa no patrimônio e na renda que você está construindo.
O futuro não avisa quando a conta chega.
Mas você pode escolher chegar até ele preparado.
E se fosse hoje: suas contribuições estariam prontas para proteger o futuro que você precisa ou deseja ?
O TSE veio a público nesta terça-feira para explicar os quase 50 minutos em que a divulgação nacional dos votos para presidente ficou sem atualização na noite do primeiro turno.
Segundo o tribunal, houve uma “contenção no processamento de dados” provocada pelo aumento do volume de informações. O problema começou por volta das 19h14, quando 64,81% das urnas já haviam sido apuradas, e a visualização nacional voltou a funcionar às 20h04.
O TSE afirma que a ocorrência atingiu o sistema de divulgação na internet, e não a apuração realizada nas urnas. Os resultados por estado continuaram sendo atualizados durante o período, inclusive com os votos para presidente e vice.
O tribunal também classificou como falsas as publicações que associam a interrupção a uma fraude eleitoral e informou que sua área técnica investiga o episódio e prepara uma nova rotina para evitar que o problema se repita no segundo turno.
A explicação técnica está dada. Mas um sistema eleitoral que depende também da confiança pública tem outra obrigação igualmente importante: explicar rapidamente qualquer anormalidade. Em eleição, 50 minutos sem informação oficial são tempo suficiente para dúvidas, versões e suspeitas ocuparem o espaço deixado pelo silêncio.
O Tribunal Regional Eleitoral do Rio Grande do Norte decidiu pela perda do mandato do vereador de Mossoró Cabo Deyvison, eleito pelo MDB e posteriormente filiado ao PL.
O processo teve como fundamento a infidelidade partidária, após a saída do MDB sem o reconhecimento, pela Justiça Eleitoral, de justa causa para a desfiliação.
O julgamento já havia formado três votos favoráveis à perda do mandato em setembro, mas foi interrompido por pedido de vista.
A decisão encerra no TRE-RN uma disputa que vinha se arrastando há semanas e abre agora seus desdobramentos jurídicos e políticos em Mossoró.
As emissoras de televisão reorganizaram o calendário dos debates presidenciais do segundo turno. A Band, que inicialmente havia marcado seu encontro para 11 de outubro, transferiu o confronto entre Lula e Flávio Bolsonaro para o domingo, dia 18, às 20h. A mudança evita a coincidência com a Record, que programou seu debate para o dia 11.
Com o novo calendário, os candidatos terão encontros televisionados distribuídos ao longo da reta final da campanha. A Globo mantém para 23 de outubro, uma sexta-feira, dois dias antes da votação, o último debate previsto antes de os brasileiros voltarem às urnas.
Depois de um primeiro turno marcado pela ausência dos dois candidatos em confrontos diretos, os debates do segundo turno ganham naturalmente maior atenção. Com apenas dois concorrentes, o formato permite mais tempo para perguntas, respostas, réplicas e confronto direto de propostas.
Resta agora saber quantos desses encontros terão efetivamente a presença dos dois presidenciáveis. As datas estão sendo definidas pelas emissoras; a participação em todos eles ainda depende da confirmação das campanhas
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